<
>

A espantosa estatística em que City de Guardiola deixa Liverpool de Klopp muito para trás há anos

Principais potências do futebol inglês, City e Liverpool abrem temporada no país neste sábado, com a disputa da Community Shield em Wembley


Nada melhor do que o embate entre os dois principais times da Inglaterra no momento para abrir a temporada 2022/23 em grande estilo. Neste sábado (30). Manchester City e Liverpool fazem mais um grande clássico, dessa vez pela Community Shield, a final da Supercopa da Inglaterra, no mítico Estádio de Wembley, em Londres. A partida acontece às 13h (de Brasília), com transmissão ao vivo pela ESPN no Star+.

A disputa pelo primeiro troféu da temporada coloca frente a frente o time de Pep Guardiola, atual bicampeão inglês, contra os comandados de Jürgen Klopp, que venceram a edição passada da Copa da Inglaterra. Entre atrativos mil e diversas semelhanças que os times possuem, porém, há uma estatística que deixa um abismo entre as duas potências do país: o dinheiro arrecadado em vendas nos últimos anos.

Desde a janela do inverno europeu de 2018, em janeiro, quando vendeu Philippe Coutinho ao Barcelona e empanturrou os cofres de tanto dinheiro, o Liverpool arrecada muito, mas muito menos do que o Manchester City - apesar da fama do time azul de apenas ser protagonista em gastos no mercado de transferências.

Nas últimas cinco temporadas, o City conseguiu ganhar, somente em vendas de jogadores, um montante de 458,89 milhões de euros, que seria equivalente a R$ 2,51 bilhões na atual cotação monetária. O Liverpool, por sua vez, levantou menos da metade no mesmo período: 213,27 milhões de euros, o que representaria nos valores atuais uma soma de R$ 1,17 bilhão.

A diferença não era tão grande há tempos atrás, já que City e Liverpool focavam em fortalecer os elencos para Guardiola e Klopp. O time de Manchester passou por uma grande revolução desde a chegada do espanhol e montou um dos elencos mais invejados da Europa, enquanto os Reds investiram pesado em nomes como Alisson, Van Dijk e Fabinho.

Mas, nas duas últimas temporadas, o City abriu vantagem. Em 2021/22, o Liverpool levantou menos de 30 milhões de euros com vendas de jogadores, enquanto, em Manchester, as negociações criaram recursos da ordem de 93,8 milhões de euros. Muito, claro, deve-se à saída de Ferran Torres para o Barcelona na janela de inverno.

No mercado atual, o Liverpool até melhorou seus próprios números e, principalmente graças à negociação de Sadio Mané com o Bayern de Munique, ganhou mais de 80 milhões de euros (R$ 534 milhões) em vendas. Mas o City, com as saídas de Gabriel Jesus, Raheem Sterling e Oleksandr Zinchenko, já faturou quase o dobro (veja os números completos ao fim do texto).

A vantagem do time de Manchester é fazer parte do Grupo City, um conglomerado que possui clubes espalhados pelo mundo e, assim, consegue ter mais jogadores para serem negociados. O ESPN.com.br mostrou, há algumas semanas, que vendas de atletas raramente utilizados por Guardiola renderam mais de 128 milhões de euros à equipe inglesa nos últimos anos.

Essa talvez seja a única disparidade entre Manchester City e Liverpool no passado recente, já que ambos, cada um a seu estilo, dominam o futebol do país em títulos, qualidade de jogadores e futebol bem jogado. Neste sábado, Wembley receberá certamente mais um belo capítulo dessa rivalidade que toma conta da Inglaterra e transborda para outras partes do mundo.

Veja quanto cada clube arrecadou em vendas de jogadores a cada temporada (em milhões de euros):

2018/19
Liverpool - 41,32
Manchester City - 57,6

2019/20
Liverpool - 44,5
Manchester City - 71

2020/21
Liverpool - 17,2
Manchester City - 76,65

2021/22
Liverpool - 29,55
Manchester City - 93,8

2022/23
Liverpool - 80,7
Manchester City - 159,84