Súmula de Palmeiras x Chapecoense tem 'bronca' de Anderson Barros em árbitro: 'Repetiu 6 vezes'

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Abel Ferreira sobe o tom após vitória do Palmeiras e afirma: 'Esse jogo nunca deveria ter existido' (3:11)

O Palmeiras venceu a Chapecoense por 1 a 0 e manteve a liderança isolada do Brasileirão na parada do calendário nacional para a Copa do Mundo.

Na súmula oficial da partida disputada no último domingo (31), no Allianz Parque, o árbitro Felipe Fernandes de Lima relatou uma “bronca” que ouviu de Anderson Barros, diretor de futebol do Verdão.

De acordo com o documento enviado à Confederação Brasileira de Futebol, o dirigente seguiu até a área de saída da arbitragem para os vestiários após a primeira etapa para reclamar com Felipe de Lima sobre o que chamou de “ameaças” direcionados ao banco de reservas.

“Informo que ao término do primeiro tempo, quando me dirigia ao vestiário da equipe de arbitragem, fui abordado na zona mista pelo diretor de futebol da equipe do Palmeiras, o senhor Anderson Barros, com os seguintes dizeres: ‘Felipe você não pode ameaçar meu banco de reservas’, repetindo essa mesma frase por 06 vezes”.

Foi na primeira etapa que o árbitro advertiu o técnico Abel Ferreira com cartão amarelo por, de acordo com a súmula, “reclamar de forma ostensiva contra as decisões da arbitragem”.

Após a partida, entretanto, o treinador elogiou a atuação de Felipe Fernandes de Lima.

Para Abel, o único equívoco de Lima foi ter expulsado Allan no primeiro tempo - no seu entendimento, a falta era para amarelo.

"É verdade que tivemos sorte no final, com um árbitro corajoso de marcar um pênalti que tinha que marcar e uma falta que tinha que marcar. E um árbitro que não deveria ter dado seis minutos de acréscimos, e, no vermelho do Allan, poderia perfeitamente ter dado amarelo, mas decidiu dar vermelho e nos tirar o jogador mais desequilibrante", argumentou.

"O árbitro fez o trabalho que fez e nós conseguimos, nesse contexto de dificuldade e desafio, fazer aquilo que, para nós, era o mais importante: passar esse ciclo, porque também avisei os jogadores, a comissão e a direção, que, com um calendário como esse, chegar ao final do calendário vivos em todas as competições, não é para todas as equipes", acrescentou.

"O cartão vermelho do Allan... Vocês viram o vermelho que levou o Pedro Rocha (do Coritiba) na entrada no Vitão (do Flamengo)? Ele acerta não um pisão, é na canela, e está correto o vermelho. Hoje, qualquer que fosse, amarelo ou vermelho, eu iria aceitar. O árbitro vem correndo para dar amarelo, e tenho a certeza que alguém lhe apitou no ouvido: 'É vermelho, é vermelho, é vermelho'. Ele muda o lado (do bolso) e dá o vermelho. Está certo. O árbitro não teve dúvida nenhuma. O Allan, que, com certeza era um dos nossos melhores jogadores, fora. Estava 0 a 0", lembrou.

"A segunda: seis minutos de acréscimo, foi o jogo contra o Boca Juniors (na Libertadores de 2023), lembra-se? Sabem quantos minutos o juiz deu naquele dia com aquela pouca vergonha de cera o segundo tempo inteiro? Cinco minutos! Então, seis minutos de tempo extra por quê? Falta do Murilo: se ele deu o amarelo para o Luís (Pacheco), vocês viram o lance que o Allan passa e um jogador o deita abaixo, e o árbitro não dá amarelo? Por que não deu o amarelo depois? Há, sim, um empurrão no Murilo. Aliás, o VAR nem deveria ter entrado para intervir se ele tivesse marcado falta", observou.

"E o último: pênalti clarinho. Não sei se é dentro ou fora, mas a falta é clara. Então, para mim, o árbitro acertou em umas e errou em outras. Como te disse: o Allan foi penalizado de forma demasiada, pois ele vinha para dar amarelo e deu vermelho. A segunda: seis minutos de acréscimo, não entendi. A terceira: a falta no Murilo é falta, é empurrão. E, se vocês se lembram, aconteceu isso várias vezes durante o jogo. Se compararmos esse árbitro com o último árbitro aqui em casa [jogo contra o Junior Barranquilla], ele não deu nada, e o de hoje era falta, falta, falta. Empurrão nas costas, falta. Ele deveria ter marcado a falta. Agora, o pênalti no final... É preciso ter coragem para marcar, e ele teve. O VAR viu, chamou e ele marcou", admitiu.

"Infelizmente, para nosso adversário, e sorte nossa, porque também precisamos ter um pouquinho de sorte... Ao contrário do que aconteceu contra o Remo, porque anularam nosso gol e a gente poderia estar com mais pontos, e aí, sim, ficamos com menos dois pontos, porque as regras são claras. Portanto, acho que o árbitro teve boas ações e outras não tão boas, como qualquer pessoa em uma partida de futebol", complementou.

Abel, porém, fez um desabafo fortíssimo contra a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) por ter mantido a data da partida deste domingo, obrigando o Palmeiras a jogar sem seus convocados para a Copa do Mundo.

"Gostaria que esse jogos, se os clubes e a CBF quisessem realmente cuidar daquilo que são os interesses do futebol brasileiro, esse jogo não poderia ter existido. Já disse mais de uma vez que foi o único país no mundo que se autorizou que jogassem sem oito jogadores convocados. Em condições normais, esse jogo nunca deveria ter existido", bradou.

"Eu referi a isso na entrevista anterior. Ainda ontem eu estava vendo Toluca x Tigres [pela final da Concacaf Champions Cup] e os jogadores convocados (pelo México) estavam atuando, foram dispensados depois. Os clubes fixaram uma data, e a Fifa posteriormente alterou... Eu tenho a certeza absoluta que a CBF e os clubes querem fazer o melhor para o futebol brasileiro, mas eu não consigo encontrar uma única razão para CBF...", seguiu.

"O Fluminense e o Flamengo adiaram um jogo de um dia para o outro. A CBF, o Fluminense e o Flamengo adiaram uma partida de um dia para o outro. Por que não adiaram os jogos desta rodada, pelo menos os dos clubes que tiveram jogadores convocados? Só essa pergunta eu queria saber a resposta. Os constrangimentos para essa partida começaram com os clubes e a CBF. Algo de certo não está errado, ou algo de errado não está certo", ironizou.

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