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Diretor da base do Palmeiras detona garotos após afastamento coletivo, diz que 'clube não pode ser refém' e faz alerta: 'Vão se transformar em monstros'

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Diretor do Palmeiras é direto sobre duelo nos bastidores com o Flamengo: 'Queremos que o campeonato seja decidido nas 4 linhas' (0:48)

Anderson Barros falou logo após o sorteio dos adversários do Palmeiras no Paulistão (0:48)

Responsável pelas categorias de base do Palmeiras na última década e um dos principais responsáveis pela revelação de talentos como Endrick e Estêvão, João Paulo Sampaio, coordenador das categorias de base do Verdão, esteve no Charla Podcast e voltou a falar sobre o afastamento do time sub-17 do clube, ocorrido em outubro.

O profissional fez uma dura análise geracional, disse que os garotos das categorias de base atualmente são tratados como “empresas”, mas ressaltou que a “mãe geradora” é o Palmeiras e que o clube “não será refém” de talentos e de jovens promessas.

“As gerações mudaram, mas mudou o mundo. Eles hoje são empresas, principalmente nos grandes clubes, eles têm o estafe, empresário, fisioterapeuta, são empresas dentro de um vestiário de um esporte coletivo. E aí cada um quer ver sua empresa. E aí? Aí acontece o que eu fiz”.

“Afastei um time todo para dizer assim: a empresa aqui é o Palmeiras. A mãe geradora é o Palmeiras. Essa empresa aqui não se negocia. Ninguém vai ser maior, sua empresa, seu estafe, vai ser maior...você só está aqui por causa do Palmeiras. E não seremos reféns de vocês”.

Questionado sobre se a ação havia funcionado, João Paulo confirmou que houve resultado, além de mandar um duro recado até mesmo para outros clubes formadores e que podem vir a sofrer no futuro se não combaterem este tipo de comportamento pela raiz.

“Funcionou e eu espero que isso seja o primeiro de muitos. O clube não pode ser refém de adolescentes, de crianças, por que depois vão se transformar em monstros. Não podem. Então, a gente tem esse poder. Às vezes a família não tem por que ele é o chefe da família, desde cedo, o sonho não é dele só, é da família”.

“O clube não pode virar refém, espero que muitos façam isso para a formação deles como homem. Ele só está ali por que o clube existe. Ele quer dinheiro, fama, mas não quer passar pelas renúncias, sem trabalhar...”, finalizou.

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