Ex-jogador e comentarista da ESPN inglesa Craig Burley detonou a atitude de Cristiano Ronaldo no Manchester United: "é um câncer para o elenco"
Cristiano Ronaldo foi alvo de duras críticas pelos jornalistas da ESPN inglesa após a bombástica entrevista que concedeu há dois dias, criticando o técnico do Manchester United Erik Ten Hag e outros funcionários e ídolos do clube.
No programa ESPN FC do país, o comentarista e ex-jogador Craig Burley foi quem fez as afirmações mais pesadas. Burley afirmou que Ronaldo é "um câncer para o elenco".
"Ten Hag pode dizer que não pode ter esse jogador quando a Copa terminar, não pode ter esse cara no vestiário, no campo de jogo, no campo, porque agora ele se tornou um câncer para o elenco. Ronaldo jogou as cartas do Ten Hag para ele".
Burley foi além. Disse que Ronaldo deve ter voltado ao United por ver a bagunça administrativa do clube, dirigido por "amadores", e achou que poderia dar as cartas nos Red Devils.
"Ele deve ter sido inteligente o suficiente para saber que amadores estavam tomando as decisões no clube, e que nunca deveriam estar estar lá. Porque o futebol estava tão fraco e frágil, ele poderia manipular a situação. Mas ele não pode manipular esse o Ten Hag, que tem uma carreira sólida como técnico e é quem toma as grandes decisões.
"Ele foi elogiado durante duas décadas, e não pode suportar o fato de que é só uma pequena parte de um time mediano. Não o Manchester City, não o Arsenal, nem nenhum time que briga pelo título da Premier League", continuou.
Craig Burley e os outros comentaristas da bancada, os também ex-jogadores Steve Nicol e Frank Leboeuf, avaliaram que não há clima para Ronaldo voltar a atuar pelo United e que o craque português pode ter comprometido até uma futura transferência.
"Em fevereiro, Cristiano Ronaldo faz 38 anos. Qual treinador do mundo iria querer um problema de 38 anos? É isso que ele é. Porque se ele for para algum lugar e não jogar, então ele terá as mesmas ações e os técnicos serão jogados em frente de um ônibus".
Entenda o caso
O imbróglio começou no último dia 13, quando Cristiano Ronaldo quebrou o silêncio e abriu o jogo sobre sua situação no Manchester United. Em entrevista ao jornal "The Sun", o craque português detonou o United, disse se sentir traído pelo clube e sobrou até para o técnico do time, Erik Ten Hag, e seu ex-companheiro nos Red Devils Wayne Rooney.
"Não só o técnico (tentou forçar minha saída), mas outros 2 ou 3 caras ali do clube, da direção. E eu me senti traído. E senti que algumas pessoas não me queriam aqui, não só neste ano, mas no ano passado também", disse Ronaldo, que marcou apenas 3 gols em 16 jogos na temporada, sendo 6 deles vindo do banco de reservas.
O atacante verbalizou que não tem "respeito" por Ten Hag, sugeriu que Rooney tem inveja dele por ele ainda estar jogando em alto nível e disse que um clube com "esta dimensão deveria estar no topo da árvore e infelizmente não está".
Ronaldo também criticou a estrutura do clube e o ex-técnico Ralf Rangnick.
""Desde que Sir Alex Ferguson saiu, eu não vi evolução no clube, não houve progresso. Por exemplo, como um clube como o Manchester United, depois de demitir Solskjaer, traz o diretor esportivo Ralf Rangnick? Ninguém entende. Esse cara não é nem um técnico. Surpreendeu não só a mim, mas ao mundo. Nada mudou. A piscina, a jacuzzi, até a academia, a cozinha, os chefs. Eles pararam no tempo. Me surpreendeu muito, eu achei que ia ver coisas diferentes, mais modernidade em tecnologia, infraestrutura. Vemos as mesmas coisas que eu via quando tinha 20, 21, 23 anos de idade".
As críticas foram vistas como uma tentativa de Cristiano Ronaldo para forçar uma saída na janela de transferências de janeiro, o que seria uma vontade de Ten Hag. Vale lembrar que o português tentou deixar o United no início da temporada para defender um time que estivesse na Champions League.
