Em busca do inédito título da CONMEBOL Libertadores , o Fluminense encara o Argentinos Juniors nesta terça-feira (1º), pela primeira partida das oitavas de final da competição, às 19h (de Brasília), no Estádio Diego Armando Maradona. E o adversário argentino traz recordes tensos ao Tricolor.
Uma verdadeira batalha campal fez parte do duelo entre os dois clubes em 2011. Em entrevista ao ESPN.com.br , Rafael Moura, que esteve presente no confronto, deu detalhes da briga divulgados após o apito final.
Os comandados por Enderson Moreira precisavam da vitória para driblar a matemática e avançar no principal torneio sul-americano. Em campo, triunfo por 4 a 2 e vaga assegurada. E tudo corria bem até o quarto gol do Tricolor, marcado por Fred.
“Sempre são os pequenos, né? Conca, Diguinho, Marquinho, após nosso quarto gol nosso, eles comemoram, e o Marquinho comemora segurando as partes íntimas em direção à torcida. Os adversários não gostaram e aí começou o disse me disse, foi tenso. Tive que tirar o Escudero, porque o Gum dá uma porrada nele, e a galera do Argentinos pega o Gum", lembrou o atacante.
"Eu louco para brigar, e ninguém briga comigo"
Diante da confusão, o centroavante, pela altura e porte físico, ajudou a proteger os companheiros de clube. E revelou uma situação inusitada: enquanto a confusão rolava, nenhum dos jogadores argentinos sequer se atreveu a agredi-lo.
"Tem o vídeo da confusão, eu louco para brigar com alguém e ninguém briga comigo. Todo mundo me olha, passa na minha cara e foge de mim (risos).”
“No meio do futebol, eu sou meio maluco, ninguém chega perto de mim (risos). Até com os próprios adversários nunca tive problemas com enfrentamentos. Por eu ser mais sério, bravo, pelo meu porte físico, ninguém brinca comigo não”, completou.
Segurança escapando da morte
Dentro do gramado, os jogadores e comissão técnica do Fluminense ficaram encurralados. De um lado, os adversários espremendo os atletas brasileiros nas arquibancadas. No setor destinado à torcida, o outro lado do "sanduíche".
Rafael Moura revelou que alguns companheiros foram pegos pelos cabelos das mãos que atravessavam os alambrados e chegavam ao gramado.
“Pegaram o Conca, pegaram o Diguinho pela grade, os torcedores seguraram o cabelo deles. Diguinho e Conca apanharam mais de dentro de campo e fora, nenhuma lesão grave."
No entanto, a situação mais impactante para He-Man aconteceu no vestiário. Cercados, os atletas do Fluminense trancaram a porta e se protegeram dentro do local. Mas, nem assim estavam 100% a salvo. Uma placa de publicidade foi arremessada, atravessou a porta de aço e quase vitimou um dos seguranças do Tricolor.
Foi em um 20 de abril, há oito anos, que o Fluminense visitou o Argentinos Juniors, venceu por 4 a 2 em campo, superou uma briga generalizada, derrotou a matemática e conquistou a classificação para a fase seguinte da Libertadores após ter sido dado como eliminado #RecordarÉViver pic.twitter.com/Wj22ufa8gS
— Fluminense F.C. (@FluminenseFC) April 21, 2019
"O que mais chamou atenção foi que depois a nossa entrada no vestiário, como a gente trancou a porta, alguém do estafe deles jogou uma placa de propagando e ela varou a nossa porta de aço e pegou na cabeça do nosso segurança. Só que ele estava distante, se tivesse próximo, poderia acontecer alguma coisa fatal, isso nos assustou," completou Rafael Moura, antes de desabafar sobre a falta de segurança encontrada pelos jogadores brasileiros em partidas fora do Brasil.
"Todas as vezes que vamos jogar fora do Brasil, os seguranças nos ofendem. Nesse dia apanhamos até dos seguranças, tomaram partido da equipe, nos acuaram, eles trancaram o nosso acesso ao campo. Alguns dos nossos atletas continuaram apanhando no campo."
Próximos jogos do Fluminense
Argentinos Juniors (F): 1/8, 19h (de Brasília) - CONMEBOL Libertadores
Palmeiras (C): 5/8, 21h (de Brasília) - Campeonato Brasileiro
Grêmio (F): 13/9, 16h (de Brasília) - Campeonato Brasileiro
