Nova Sharapova? Rival de Osaka no Australian Open superou tragédia e é 'joia' milionária desde adolescente

A norte-americana Amanda Anisimova enfrentará a japonesa Naomi Osaka na terceira rodada do Australian Open


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A terceira rodada do Australian Open colocará frente a frente na Margaret Court Arena dois dos nomes que atraem mais atenção na competição. Atual campeã, Naomi Osaka enfrentará Amanda Anisimova, atual 60ª no ranking da WTA, com previsão de início para 5h (de Brasília) desta sexta-feira (21), com transmissão ao vivo pela ESPN no Star+.

A norte-americana de apenas 20 anos, que já foi chamada de 'nova Sharapova' e virou sensação em 2019, tenta retomar a promissora carreira após superar uma tragédia.

Com apenas 17 anos e já dentro do top 25 do mundo, a joia estava no centro dos holofotes após vitórias contra a bielorrussa Aryna Sabalenka, no Aberto da Austrália, e a romena Simona Halep em Roland-Garros, quando se tornou a mais jovem tenista dos Estados Unidos a chegar a uma semifinal de Grand Slam desde Venus Williams, em 1997.

Era o cenário perfeito para chegar ao US Open como uma promessa pronta para assumir um posto no estrelato da WTA.

Foi quando o destino pregou uma peça duríssima à família com a morte de Konstantin Anisimova, pai e treinador de Amanda. Ele sofreu um ataque cardíaco às vésperas do início do torneio em Nova York.

De volta às competições na elite do tênis, a norte-americana chegou à terceira rodada após despachar a holandesa Arianne Hartono na estreia e surpreender a suíça Belinda Bencic, 22ª no ranking da WTA.

Além da tragédia familiar, Anisimova tenta deixar no passado também as comparações com Maria Sharapova. Filha de pais russos, Amanda é também a agenciada por Max Eisenbud, dono da IMG Tennis, que conduziu por muitos anos a carreira da ex-número 1 da WTA.

“Obviamente há semelhanças, é difícil fugir disso. Eu sou o agente, ambas são muito atraentes, têm raízes russas, esse tipo de coisa. Há essas semelhanças que sempre estarão lá. Mas são personalidades muito diferentes”, disse Eisenbud em entrevista à emissora CNN.

Foi ele o responsável por tornar a norte-americana uma das jovens mais bem pagas do tênis. Segundo relatos da imprensa esportiva local em 2019, o acordo de patrocínio com a Nike rendeu a Amanda Anisimova nada menos do que 100 milhões de dólares (R$ 540 milhões na cotação atual) antes mesmo de seus 18 anos.

Em entrevista à ESPN, Eisenbud revelou que há trabalho de marketing especial pensado para conseguir potencializar ainda mais os resultados da joia dentro das quadras.

“Depois que Amanda venceu Halep, montei uma equipe para garantir que sua mídia social estivesse no ponto”, disse Eisenbud. “Não dá para conseguir patrocínios sem ter boas redes sociais. Esse é o mundo em que vivemos agora. Falei com ela sobre quantas vezes por dia postar e que pode parecer estranho, mas as pessoas querem saber o que você tinha para o café da manhã ou quando você está treinando. E como um post estúpido pode arruinar tudo”.

A dedicação de Anisimova para retomar a meteórica carreira, mesmo apenas aos 20 anos, chamou a atenção de Naomi Osaka. Bicampeã o Australian Open e atual detentora do título, a japonesa se mostrou feliz ao ver a jovem norte-americana de volta às quadras.

“Nunca joguei ou treinei com ela, então será tudo novo. É muito bom vê-la por perto, porque ouvi sobre sua história e sobre o que aconteceu. É muito bom ver como está se esforçando”.