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Rival do Flamengo na Copa do Brasil, Rodrigo Fumaça, do ABC, ficou de 'queixo caído' ao conhecer Ronaldinho e sonha com vaga

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No duelo contra o Flamengo, válido pelas oitavas de final da Copa do Brasil, Rodrigo Fumaça, do ABC-RN, irá reencontrar o clube no qual passou boa parte nas categorias de base e guardou grandes lembranças.

O atacante começou no futsal rubro-negro, antes de ir para o campo e virar colega de time de Mattheus, filho de Bebeto. Foi do campeão na Copa do Mundo de 94 que o jovem ganhou o apelido que carregaria ao longo da carreira por ser muito veloz.

Além disso, ele conheceu em 2010 o craque Ronaldinho Gaúcho, que fazia seus primeiros treinos pela equipe profissional.

"Eu estava no campo quando chegou o time principal. Eu fiquei de queixo caído porque ele era uma referência mundial que estava ao meu lado. Era o cara que sempre me espelhei e o via pela televisão, achava um espetáculo", disse Rodrigo Fumaça, ao ESPN.com.br.

"Ronaldinho viu que não tirávamos o olho dele e veio falar com a gente. Ele apertou a mão de cada um dos garotos da base e depois jogou um bobinho conosco. Posso dizer que já bati uma bolinha com o cara. Ficamos muito felizes", afirmou.

Aos 15 anos, porém, Rodrigo perdeu espaço no Flamengo e decidiu mudar-se para o Audax-RJ.

"Fiquei chateado na época por ter saído porque estava deixando uma grande instituição que defendia desde os seis anos. Foi um baque. Fui embora com o intuito de pegar mais experiência e voltar, mas surgiu o Vitória logo em seguida e me mudei para Salvador".

Após passar um tempo no time baiano, Rodrigo foi para o sub-20 do Vasco, no qual ficou alguns meses. Após se destacar em um torneio no Catar, ele se mudou para o Boavista, de Portugal.

"Foi uma experiência incrível por ter ido jogar fora do país. O clima e o profissionalismo eram bem diferentes em relação ao Brasil. O problema é que financeiramente não estava sendo legal e voltei ao Brasil para jogar a Série B do Brasileiro pelo Macaé", afirmou.

Após a queda para a Série C Nacional, ele não conseguiu permanecer na equipe. Ainda muito jovem e com um filho pequeno, o atacante precisou se recolocar no mercado e conheceu um lado mais difícil da profissão.

Rodrigo defendeu clubes como Gonçalense, Itaboraí, Luverdense, Sampaio Corrêa e Cuiabá. Em 2019, foi indicado por um analista de desempenho para o Roeselare, da segunda divisão da Bélgica.

O jogador ficou com a família no país até o ano passado, quando estourou a pandemia de coronavírus e retornou ao Brasil. Depois de ficar um tempo em casa, ele jogou a Série C do Brasileiro pelo Manaus, antes de ser contratado pelo Brasiliense.

"Trabalhei com grandes nomes. como Bernardo, Alan Mineiro, Zé Love, Radamés e Jorge Henrique. Aprendi muito com esses caras e recebia muitos conselhos", contou.

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Rival do Fla

Em 2021, ele foi contratado pelo ABC-RN para jogar a Série D e a Copa do Brasil. "Gostei muito do projeto e meus amigos me recomendaram o clube. A força do grupo é muito grande", afirmou.

O próximo desafio do time potiguar será contra o Flamengo. "A nossa meta é o acesso para a Série C, que é a nossa realidade. Mas o nosso sonho é passar dessa fase contra o Flamengo, o melhor time do Brasil nos últimos três anos", elogiou.

Apesar da maratona de partidas no ano, o ABC-RN tem feito uma preparação intensa, com uma média de dois videos por dia no CT.

"Queremos jogar de igual para igual. É difícil, mas não é impossível. Precisamos estar muito organizados, mesmo se estiver complicado. Raça e vontade nem preciso falar. A gente leva como o jogo das nossas vidas. O professor tem nos passado, junto à análise de desempenho, todas as informações do Flamengo", disse.

O jogador, que será opção na partida, espera mostrar seu valor em campo.

"Será muito bom porque nunca joguei contra o Flamengo depois que virei profissional. É o time que abriu meus olhos para a vida e o mundo. Será um reencontro e espero que dê certo para a gente", finalizou.