Multicampeão nas categorias de base do São Paulo, Fabinho passou por altos e baixos nos últimos anos até viver o melhor momento da carreira. Atualmente no Criciúma, que enfrenta o Coritiba pela Copa do Brasil nesta terça-feira (14), às 20h (de Brasília), o atacante já balançou as redes cinco vezes em seis partidas em 2023.
"Estou muito feliz pelo começo, que foi excelente. Fiz bastante gols e estou ajudando a equipe. Acho que peguei experiência por outros clubes e a mentalidade vai ficando mais forte. Queria fazer um excelente ano e vem dando tudo certo", disse ao ESPN.com.br.
Antes de chegar ao clube de Santa Catarina, o jogador venceu 12 títulos na base do Tricolor, incluindo a Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2019, quando foi parceiro de ataque de Antony, atualmente no Manchester United.
"Todos já esperavam que ele faria sucesso porque tinha uma qualidade diferenciada. A gente brincava que o jogador que vem do salão tem técnica, condução de bola aprimorada e os dribles curtos muito apurados. Era só uma questão de tempo até ele estourar", garantiu.
Ao contrário de Antony, que se destacou no time profissional e foi vendido ao Ajax, Fabinho fez apenas duas partidas na equipe principal do São Paulo. Ele entrou no fim do segundo tempo na derrota fora de casa para o Internacional por 1 a 0 - pelo Brasileirão de 2019 - e foi titular no revés por 1 a 0 para o Botafogo-SP pelo Campeonato Paulista de 2020.
"Na minha estreia contra o Inter fiquei muito feliz por sentir a atmosfera de jogar no profissional porque é sempre diferente. Depois, joguei contra o Botafogo e fiz alguns bons lances. Tenho gratidão ao São Paulo por ter chegado ao profissional em um clube tão grande. Foi a realização de um sonho. Você busca muito isso na base e senti uma sensação de conquista. Fiquei muito feliz", afirmou.
Apesar das poucas chances, ele não guarda mágoa do clube no qual foi formado.
"Naquele momento tinham muitos jogadores no elenco. Eu trabalhava ao máximo nos treinos, mas entendia. Na minha época tinham jogadores que não jogavam, como o Brenner, que depois viveu uma grande fase. Eles acharam que outros jogadores estavam à frente".
Saída do São Paulo
No meio de 2020, Fabinho não chegou a um acordo para renovar contrato com o São Paulo e transferiu-se para o Athletico-PR.
"Foi uma decisão conjunta com a minha família e os meus empresários. A gente via na época que o Athletico era um clube que só crescia e estava organizado. Fiz boas partidas no começo e até marquei um gol no clássico contra o Coritiba".
Mesmo tendo jogado alguns jogos da Libertadores pelo Furacão, Fabinho perdeu espaço no ano seguinte e foi emprestado para a Chapecoense e depois para o Vitória, que caiu para a Série C do Brasileiro.
"Foi o momento mais difícil da carreira porque as coisas não deram certo. Nós fazíamos de tudo, mas acabamos rebaixados. Acho que todos os jogadores têm esses momentos na vida, mas você precisa sempre trabalhar forte", contou.
O atacante foi cedido em 2022 ao Mirassol para jogar o Paulistão e a Copa do Brasil. Ele fez um gol que ajudou a eliminar o Grêmio no torneio nacional. Após o Estadual, Fabinho disputou a Série B pelo CRB-AL.
Emprestado pelo Athletico-PR ao Criciúma até o final de 2023, o jovem espera alçar voos ainda maiores no futuro.
"Só tenho que agradecer pela recepção que tive de todos. Estou gostando muito de jogar por aqui. Espero que só melhore e que a gente possa conquistar os nossos objetivos", finalizou.
