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Ex-Vasco conta como De Bruyne reagia com críticas no começo de carreira: 'Dava para ver que estava com raiva'

De Bruyne é o principal astro da Bélgica na Copa do Mundo do Qatar


Kevin De Bruyne é o principal craque da Bélgica, que busca fazer outra grande participação em uma Copa do Mundo após o terceiro lugar conquistado na Rússia, em 2018. Sem o centroavante Romelu Lukaku, que está lesionado, o meia comandará a equipe no duelo contra o Canadá, nesta quarta-feira, na estreia da competição no Qatar.

O astro do Manchester City foi o grande nome na histórica vitória belga por 2 a 1 sobre a seleção brasileira nas quartas de final do último Mundial. Dominou o meio-campo e ainda fez um belo gol em um chute da entrada da área no canto de Alisson.

Além do grande talento com os pés, De Bruyne é conhecido desde o começo da carreira pelo jeito mais discreto e pouco midiático fora dos campos. É o que conta o ex-zagueiro João Carlos, que era capitão do Genk quando o belga se profissionalizou.

"Ele sempre foi um moleque mais reservado e tímido, mas tinha um caráter forte. Um pouco mais desconfiado e uma personalidade forte. Várias vezes no treino dávamos bronca de verdade, ele não gostava, olhava sério e queria responder", disse ao ESPN.com.br.

João Carlos conta que De Bruyne tinha um pouco de dificuldade em assimilar as cobranças no Genk. Apesar disso, ele era bastante educado e não batia de frente com os mais velhos ou o treinador.

"O Kevin escutava até certo ponto. Quando o treinador falava, ele olhava e dava para ver que estava com raiva, mas não podia bater de frente por que era muito jovem. Cada um tem seu perfi", explicou o brasileiro, que jogou no Vasco.

Após se destacar no futebol belga, De Bruyne foi negociado pelo Genk com o Chelsea em 2012, mas não conseguiu se destacar. Depois de apenas nove jogos (com uma assistência), pediu para ser vendido no começo de 2014 ao Wolfsburg, da Alemanha, por 22 milhões de euros. No time da Volkswagen, o belga virou um dos jogadores mais cobiçados do futebol mundial.

Eleito melhor jogador da Bundesliga e campeão da Copa da Alemanha na temporada 2014/15, ele foi vendido no meio de 2015 ao Manchester City a peso de ouro, cerca de 76 milhões euros. Nas mãos de Pep Guardiola, o belga virou um dos principais jogadores do mundo.

Na equipe foram quatro títulos da Premier League, cinco da Copa da Liga Inglesa, um da Copa da Inglaterra e da Supercopa da Inglaterra. Além disso, foi vice campeão da Champions.

Pela Bélgica, o meia defendeu as seleções de base, estreando na equipe principal em agosto de 2010. Desde então, participou das Copas do Mundo de 2014 e 2018, além das Eurocopas de 2016 e 2021. Aos 31 anos, o craque busca o primeiro título importante para os belgas.