Mano Menezes não garantiu permanência no Grêmio para 2026 depois da derrota para o Fluminense, por 2 a 1, nesta terça-feira (2), na Arena do Grêmio, pela penúltima rodada do Brasileirão.
Anunciado em abril como substituto de Gustavo Quinteros, Mano Menezes assinou contrato até o fim de 2025.
Na entrevista coletiva depois do jogo contra o Fluminense, o treinador foi questionado sobre seu futuro no Grêmio e deixou a decisão nas mãos da diretoria.
"Isso não vai partir do treinador, vai partir da direção do clube. Se eles entenderem que devem conversar comigo antes do último jogo, eles podem, eles sabem que podem. Se entenderem que não devem conversar, eles vão seguir a vida", disse.
"O que eu vou fazer é trabalhar para o último jogo da temporada, contra o Sport, entregar o melhor que eu entendo que podemos entregar", completou.
Mano Menezes, porém, deixou claro que tem interesse em dar continuidade ao trabalho no Grêmio e citou a sua última passagem pelo Internacional, em 2022, quando foi vice-campeão brasileiro.
"Eu acho sempre bom a continuidade do trabalho, é bom para ambos. O que passamos nessa primeira parte de trabalho é muito revelador e tem um valor grande pra você evoluir. Eu falo isso faz tempo, não é para defender o meu trabalho. Tem pessoas para avaliar meu trabalho. Mas esse eu vejo que é um grande problema que nós atravessamos no futebol brasileiro como um todo", comentou.
"Quem é que consegue dar continuidade de trabalho pra você chegar no final da temporada e dizer 'cinco, seis jogadores, vamos deixar seguir a vida, e vamos trazer jogadores que vão se adequar com aqueles que vão permanecer aqui'. E isso você começa a apresentar evolução de trabalho. Se não você fica dando voltas, vem o próximo, com outra ideia, traz seus jogadores, e começa do zero. Nós sempre estamos em outubro fazendo equipes. Quantas equipes você olha hoje no futebol brasileiro e diz 'essa aqui está montada, está pronta'. São poucas. É péssimo até pra vocês avaliarem o trabalho. Acho que isso que a gente precisa melhorar", continuou.
"A última vez que eu estive em Porto Alegre, também cheguei em abril, pra não cair, e o time terminou com o vice-campeonato, com a maior pontuação que o clube já teve na Série A de pontos corridos. E teve gente que falou que foi ruim, porque o finalzinho foi ruim. Agora também chegamos em dificuldade, em momento bastante difícil e alguém vai dizer que é ruim. Eu tenho que elogiar muito a direção do Grêmio. Em um momento mais difícil, quando perdemos pro Sport, vocês sabem que era pra eu ter saído e que era mais fácil pro presidente ter me tirado. Poderíamos ter tomado o rumo que outros estão nesse momento, que é muito mais difícil. O nosso está maravilhoso? Não está, mas conseguimos vislumbrar coisas mais pra frente", finalizou o treinador.
O jogo contra o Sport, no próximo domingo (7), na Ilha do Retiro, às 16h (de Brasília), será a despedida do Grêmio no Brasileirão.
