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Renato explica por que Grêmio ainda não contratou camisa 9 e lamenta: 'Até a seleção tem esse problema'

Renato Gaúcho abre os braços para reclamar em partida do Grêmio EDU ANDRADE/Fatopress/Gazeta Press

Renato Gaúcho começou 2024 no Grêmio sendo questionado mais uma vez sobre a chegada de reforços ao elenco. Nesta temporada, porém, as perguntas se tornaram ainda mais frequentes pela saída de Luís Suárez.

Em entrevista coletiva depois da vitória sobre o Juventude, o treinador explicou que não quer trazer qualquer jogador para assumir a posição e destacou a dificuldade de se achar um centroavante no mercado.

"A gente precisa de um grande centroavante. Sim, isso todo mundo sabe. Cadê o cara, cadê esse jogador? Até a seleção brasileira tem esse problema, o Grêmio não vai ter? Nós encontramos esse jogador, eu falei com o jogador, mas o clube não libera. Não adianta trazer Zezinho, Joãozinho, só para falar que trouxe", disse.

"Vamos procurar algum jogador que vai nos ajudar, mas não está fácil. É muito fácil: tem que trazer, mas cadê? Tem que ter calma, tem que pensar, tem que ser inteligente, não adianta só querer cobrar. A gente entende o lado do torcedor, eu também quero, eu quero mais do que o torcedor", completou.

Na partida desta quarta-feira (31), o Grêmio viu Soteldo, um dos principais nomes no início de ano, deixar o campo lesionado. Renato destacou a importância do venezuelano, mas reforçou que não se pode contratar um jogador após cada lesão no elenco.

Além disso, o treinador gremista revelou que alguns jogadores já estiveram apalavrados com o clube, mas não foram liberados por seus clubes.

“Infelizmente, no momento perdemos um dos principais jogadores, vinha nos ajudando bastante, mas é problema de lesão. Não adianta cada jogador que machuca a gente vai buscar no mercado. Muita gente tem falando que o Renato prometeu que ia chegar, a diretoria prometeu. Uma coisa para deixar claro, o Grêmio nunca deixou de correr atrás de contratações”, afirmou.

“No momento que eu falei com alguns jogadores, eles querem vir para o Grêmio, mas aí os clubes não liberam. E aí vai fazer o que? Vai colocar um revólver na cabeça do presidente do clube que não quer liberar? Não tem como. Mesmo assim a gente está correndo atrás e a gente não pode se precipitar, trazer um jogador que não vai nos ajudar. Pode chegar aqui e não ajudar, isso faz parte. Estamos ligados, espertos”, seguiu.

“Vai chegar, vai chegar, isso não tenho dúvida nenhuma. Mas muitas vezes o jogador que a gente queria que viesse, que o torcedor iria gostar, a gente tem essa dificuldade que os clubes não liberam. Eles querem vir, praticamente tem o salário acertado, mas os clubes não liberam”, finalizou.

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