À ESPN, Carvalhal abre o jogo e diz por que não foi para o Flamengo: 'Chegamos a um acordo financeiro, mas...'

Carlos Carvalhal voltou a falar sobre a negociação que quase o levou ao comando do Flamengo em 2020. Em entrevista à ESPN, o treinador português revelou que chegou a acertar salários e tempo de contrato com a diretoria rubro-negra, mas acabou desistindo da mudança para o Brasil por uma decisão familiar em meio ao período mais crítico da pandemia de Covid-19.

Segundo o técnico, as conversas avançaram a ponto de restar apenas a aprovação de seus familiares. Na época, Marcos Braz e Bruno Spindel conduziram as negociações, mas a insegurança provocada pelo cenário sanitário pesou na decisão final.

"As oportunidades [no Brasil] estão sendo muitas. Não tem sido possível. Neste momento também não é possível, tenho situações familiares que me obrigam praticamente a estar perto de casa. Futebol é importante, mas nossa vida pessoal é mais importante", afirmou.

Ao detalhar o episódio envolvendo o Flamengo, Carvalhal revelou que o acordo estava praticamente fechado. "A situação mais perto foi sem dúvida no Flamengo. Em determinada altura, fui para Lisboa, conversei com Marcos Braz e Spindel. Chegamos a acordo financeiro, chegamos a acordo de anos de contrato. Faltava a última palavra da minha família", explicou.

O treinador contou que a decisão foi tomada em conjunto dentro de casa e teve relação direta com as incertezas provocadas pela pandemia. "Minha família nunca se opôs a ir, mas tivemos um problema porque era a pandemia. Minha mulher, minha filha e meu filho votaram contra por conta da pandemia, da incerteza que havia, muita gente morrendo. Em uma votação familiar, foi votado não", revelou.

Após a negativa de Carvalhal, o Flamengo direcionou esforços para contratar Domènec Torrent, ex-auxiliar de Pep Guardiola. O espanhol assumiu o comando da equipe, mas permaneceu poucos meses no cargo. Carvalhal, por sua vez, seguiu a carreira na Europa e teve como último trabalho o Braga, na temporada 2024/25. Ao longo da trajetória, também comandou clubes como Olympiacos, Celta de Vigo e Al Wahda.