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Lino abre o jogo sobre ter sido o reforço mais caro da história do Flamengo e dispara: 'Aqui tem pressão sempre'

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Flamengo desembarca na Argentina para confronto contra o Lanús pela Recopa; VEJA (1:38)

Rubro-Negro encara equipe argentina nesta quinta-feira (19), a partir das 21h30 (de Brasília), pelo jogo de ida (1:38)

Em entrevista ao GE, o atacante Samuel Lino falou sobre como lida com a enorme pressão que enfrenta todos os dias no Flamengo.

Trazido no ano passado do Atlético de Madrid, o ponta foi, por alguns meses, a contratação mais cara da história rubro-negra - marca que foi quebrada com a recente chegada de Lucas Paquetá.

De acordo com o atacante, a situação é encara de uma forma exacerbada no futebol brasileiro. No entanto, ele assegura que não se sentiu pressionado por causa dos números.

"É normal a pressão, a torcida querer falar (sobre o valor da contratação). Aqui no Brasil é um valor muito alto. Entendo, eles [torcedores do Flamengo] têm razão. Mas da mesma forma que eu comecei e eles falaram muito bem, também podem cobrar, depois voltar a falar bem", afirmou.

"Ser a contratação mais cara não pesa tanto, porque quando eu estava em outro clube e não era a contratação mais cara, eu tentava dar o meu melhor igual, 100% de mim em todos os jogos, nos treinos, tudo que tratasse do meu trabalho com o clube", seguiu.

"O valor não entra nessa situação. Não tem peso nenhum. Entro em cada jogo para fazer o meu melhor. Independente se for a contratação mais cara ou mais barata, tentaria dar o meu melhor sempre. Aqui tem sempre pressão. Independentemente do valor o jogador é cobrado e pressionado. Agora esse status de contratação mais cara está com o Paquetá", complementou.

Na entrevista, Samuel também abordou seu desempenho oscilante desde que chegou à Gávea.

Logo após chegar, o jogador impressionou com suas primeiras atuações, mas depois caiu de rendimento e foi parar no banco de reservas.

Com cinco gols e sete assistências em 38 partidas pelo Rubro-Negro, o atleta salientou que os atletas profissionais não são "robôs" e muitas vezes têm o desempenho pessoal afetado por problemas externos.

"Muitas coisas às vezes acontecem e as pessoas não sabem. Não sabem da vida pessoal e muitas coisas. O que aconteceu é que a primeira impressão que deixei foi um caos, de estreia e tudo. Depois veio Libertadores, dois jogos com o Inter. A gente indo bem, eu também indo bem. Depois dei uma baixada nessa intensidade e, quando se joga em um clube tão grande quanto o Flamengo, as pessoas não esperam isso", admitiu.

"Se tem um jogo pior ou passa por um momento de três, quatro jogos ruins, a cobrança vem. É normal. Não somos robôs, programados para estar sempre bem todos os dias. Às vezes jogamos com uma dor, com problema pessoal em casa. São coisas que querendo ou não afetam o jogo e o rendimento", explicou.

"Mas nunca estive com falta de confiança ou o que quer que seja. É normal, aqui sempre vai ter essa cobrança, já entendi isso. Minha cabeça está em paz e sei que toda vez que entro em campo tento dar o meu melhor e 100% de mim", finalizou.

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