Em 2018, o Flamengo fez então o que era a contratação mais cara da sua história.
O nome estava longe de ser uma grande estrela do futebol: Vitinho, que jogava no CSKA da Rússia, uma liga secundária na Europa.
Segundo os demonstrativos financeiros rubro-negros, o custo total da contratação foi de R$ 53,932 milhões.
Em 2018, o Flamengo teve receitas de R$ 516,8 milhões. Ou seja: a compra de Vitinho consumiu 10,4% do faturamento do clube.
Estamos agora em 2026. O Flamengo topa pagar até 40 milhões de euros para tirar Paquetá do West Ham.
Paquetá é jogador da seleção brasileira e destaque há muitos anos da Premier League, o maior campeonato nacional do planeta.
Pelo câmbio atual, 40 milhões de euros equivalem a R$ 250,8 milhões.
No ano passado, o Flamengo faturou R$ 2,1 bilhões. Ou seja: Paquetá custaria 11,9% do que o Flamengo amealhou no ano passado, patamar bem próximo do custo de Vitinho em 2018.
É assustador o poder financeiro que o Flamengo, por pura competência, tem hoje.
Quando Vitinho chegou, nenhum adversário tinha motivos para se amedrontar com o Flamengo.
Paquetá é outra coisa. Ainda mais por que chega no que já é o elenco mais valioso da América do Sul.
De Vitinho a Paquetá, o Flamengo não para de mudar de patamar (no seu caso apenas para o alto).
Onde vai parar isso?
