A Justiça de São Paulo homologou o plano de pagamento proposto pelo Corinthians no RCE (Regime de Centralização de Execuções) para quitar dívidas de R$ 190 milhões com diversos credores.
O tribunal definiu, em decisão publicada nesta quarta (21), que o clube deve começar a quitar os débitos agora em março, já com as receitas obtidas em fevereiro.
A Justiça pediu que os credores comecem a indicar dados bancários para começarem a receber do clube, após mais de 1 ano de indefinição judicial.
Além disso, o tribunal pediu que seja feito um controle periódico para que se constate que o Corinthians vai conseguir pagar 60% da dívida em até 6 anos, como proposto.
A nova oferta do Corinthians readequa a cláusula de distribuição das receitas, prevendo percentual variável , com mínimo obrigatório de 4% no primeiro ano, 5% no segundo e 6% a partir do terceiro, além de propor análise anual e proporção de 30% para credores preferenciais e 70% para credores comuns, entre outras coisas.
O clube também sugeriu um rateio proporcional dos recursos já bloqueados em até 45 dias após a homologação do plano e reafirmou um prazo geral para pagamento de 60% da dívida em seis anos e os demais 40% nos quatro anos seguintes.
“Decisão muito boa para nós. O ambiente financeiro é dinâmico, mas no momento nos ajuda. O cenário é otimista”, disse o diretor financeiro Emerson Piovesan à ESPN.
No fim do ano passado, o Corinthians reiterou à Justiça que ajuizou o RCE para obter apoio do Judiciário e dos seus credores para "superar o momento de dificuldade econômico-financeiro ora enfrentado".
Em 2026, o clube tem iniciado movimento para quitar seus débitos, pagando dívidas que lhe deixavam com transfer ban na Fifa e com proibição de inscrição de novos jogadores na CBF. Com o andamento da RCE, a situação tende a melhorar ainda mais.
