O Ministério Público se manifestou nesta sexta-feira no Regime de Centralização de Execuções (RCE) do Corinthians e concordou com a nova proposta do clube para pagar credores em dívidas que chegam a R$ 190 milhões.
Com isso, o RCE do Corinthians pode, enfim, caminhar com mais velocidade, de modo que os credores possam começar a receber seus pagamentos, após mais de um ano de espera desde a abertura do RCE por parte do clube.
O próprio MP em sua decisão apontou sobre isso.
"Considerando a aquiescência do clube aos ajustes propostos pelo douto Juízo, o Ministério Público consigna nada ter a opor àhomologação do Plano de Pagamentos retificado, sobretudo à viabilizar o célere início dos pagamentos aos credores", escreveu a promotora Amanda Guimarães.
Agora, a Justiça aguarda mais uma manifestação da administração judicial sobre os novos documentos enviados pelo clube.
A nova oferta do Corinthians readequa a cláusula de distribuição das receitas, prevendo percentual variável , com mínimo obrigatório de 4% no primeiro ano, 5% no segundo e 6% a partir do terceiro, além de propor análise anual e proporção de 30% para credores preferenciais e 70% para credores comuns, entre outras coisas.
O clube também sugeriu um rateio proporcional dos recursos já bloqueados em até 45 dias após a homologação do plano e reafirmou um prazo geral para pagamento de 60% da dívida em seis anos e os demais 40% nos quatro anos seguintes.
No fim do ano passado, o Corinthians reiterou à Justiça que ajuizou o RCE para obter apoio do Judiciário e dos seus credores para "superar o momento de dificuldade econômico-financeiro ora enfrentado".
Em 2026, o clube tem iniciado movimento para quitar seus débitos, pagando dívidas que lhe deixavam com transfer ban na Fifa e com proibição de inscrição de novos jogadores na CBF. Com o andamento da RCE, a situação tende a melhorar ainda mais.
