Após a publicação de diversas notícias de dívidas de mais de R$ 200 milhões do Corinthians com empresários, o ex-presidente Duílio Monteiro Alves emitiu posicionamento e detonou a gestão Augusto Melo.
Em comunicado, Alves salientou que sua gestão, que durou entre 2021 e 2023, conseguiu "reduzir significativamente" a quantia devida a agentes de futebol, que chegou a ficar perto de R$ 1 bilhão.
No entanto, ele diz que, com a vitória de Augusto Melo na eleição presidencial do ano passado, o cenário mudou drasticamente.
"Infelizmente, a atual diretoria tem demonstrado uma assombrosa disposição de aumentar as dívidas da pior forma possível, sem trazer qualquer benefício administrativo ou esportivo de destaque", escreveu.
"Rasga contratos vantajosos, aciona cláusulas de multa de forma negligente, fere cláusulas contratuais de confidencialidade – gerando incômodos em parceiros formais – e mente sobre valores e tempos de contrato", seguiu.
"Depois, só lhes resta um último recurso: atribuir a gestões anteriores o caos que eles mesmos promovem, anunciando jogadores que depois perdem, porque também já ficou claro para os representantes e atletas o tamanho da insegurança jurídica", apontou.
"É lamentável que uma diretoria proclame que se preparou por seis anos para gerir o Corinthians para depois apostar no discurso de terra arrasada para encobrir trapalhadas e irresponsabilidade", detonou.
Na nota, Duílio ainda afirmou que um relatório montado pela consultoria Falconi mostrou a Augusto Melo como os processos dos departamento de futebol, marketing, jurídico e financeiro deveriam atuar no futuro breve.
Todavia, isso foi "solenemente ignorado" pela atual gestão, de acordo com o ex-presidente.
Leia a nota oficial de Duílio Monteiro Alves
Em razão do noticiário a respeito das dívidas que o Corinthians tem com empresários de jogadores, considero que é preciso esclarecer alguns pontos sobre o tema.
O Corinthians não tem apenas os R$ 217 milhões em dívidas com empresários. Qualquer pessoa atenta aos balancetes e balanços anuais do Corinthians sabe que o clube chegou perto de somar R$ 1 bilhão em dívidas gerais e que, nos últimos três anos, nossa administração conseguiu não apenas estancar esse crescimento como reduzir significativamente o montante. Tudo isso restará apontado no balanço 2023 do clube.
Tanto é que os veículos de comunicação tornaram público em 2023 que, no balanço de 2022, houve forte redução das quantias devidas a representantes de jogadores.
Infelizmente, a atual diretoria tem demonstrado uma assombrosa disposição de aumentar as dívidas da pior forma possível, sem trazer QUALQUER benefício administrativo ou esportivo de destaque. Rasga contratos vantajosos, aciona cláusulas de multa de forma negligente, fere cláusulas contratuais de confidencialidade – gerando incômodos em parceiros formais – e mente sobre valores e tempos de contrato.
Depois, só lhes resta um último recurso: atribuir a gestões anteriores o caos que eles mesmos promovem, anunciando jogadores que depois perdem, porque também já ficou claro para os representantes e atletas o tamanho da insegurança jurídica.
É lamentável que uma diretoria proclame que se preparou por seis anos para gerir o Corinthians para depois apostar no discurso de terra arrasada para encobrir trapalhadas e irresponsabilidade.
Ao invés disso, deveriam alinhar os procedimentos entre o Departamento de Futebol, o Marketing, Jurídico e o Financeiro, tal como preconizado pelo documento de recomendações produzido pelo clube junto com a Falconi, que foi solenemente ignorado.
Atenciosamente,
Duilio Monteiro Alves
31º presidente do Corinthians (2021-2023)
Próximos jogos do Corinthians:
Novorizontino (C) - 04/02, 11h (de Brasília) - Paulistão
Portuguesa (C) - 11/02, 16h (de Brasília) - Paulistão
