Em entrevista após a vitória por 1 a 0 sobre o Grêmio, neste domingo (12), pelo Brasileirão, o gerente de futebol do Corinthians, Alessandro Nunes, explicou seu "momento de fúria" no intervalo da partida em Porto Alegre.
Logo após o final do 1º tempo, o dirigente tentou invadir a sala do VAR da Arena do Grêmio, dando início a uma enorme confusão nos bastidores do estádio.
No meio da algazarra, que foi registrada por diversos veículos de imprensa, o repórter Éverton Leite, da Rádio Pachola, ainda alegou ter sido agredido por um segurança do Timão, que tomou seu celular enquanto ele filmava.
Alessandro admitiu que seu comportamento não foi "decente" e pediu desculpas ao jornalista, mas disse que "não poderia deixar de protestar" contra o pênalti supostamente não marcado em cima do lateral Matheus Bidu, logo no início da partida.
"Um dos nosso seguranças acabou tomando o telefone dele (Éverton Leite). Nós dois, infelizmente, estávamos em uma área que não era permitido estar, tanto o companheiro (de imprensa) de vocês quanto eu. Ali era uma área reservada para o VAR", iniciou.
"Mas eu fui protestar pela incompetência do (comandante do VAR, Rafael) Traci em não ter auxiliado o árbitro de campo em um pênalti escandaloso como aquele", seguiu.
"Sei que não é um comportamento decente para um executivo de futebol, para quem está em uma estrutura profissional... Mas eu precisava me manifestar", alegou.
"Foi uma forma de protesto. Não houve agressão a ninguém. A porta (da sala do VAR) estava fechada. Se estivesse aberta, com certeza eu falaria com alguém, assim como fiz com o árbitro do jogo, mesmo que de forma mais ríspida", salientou.
"Foi um protesto. Peço desculpas pelo segurança ter tomado o celular do companheiro de trabalho de vocês, mesmo ele estando em uma área indevida", completou.
Questionado se temia ser punido pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), Alessandro desconversou.
"A punição cabe ao STJD ou a quel relatar o episódio. Estou aqui para assumir os fatos, o que ocorrei, a forma como protestei e a forma absurda com que o VAR não chamou o árbitro de campo para assinalar o pênalti que escandalosamente ocorreu", disparou.
"E ele, pela incompetência ou sei lá por que, não teve iniciativa em chamar o árbitro e transcorrer o processo de uma forma natural, que é o que ele deveria ter feito", encerrou.
Vale ressaltar que a sala que Alessandro tentou invadir não tinha a equipe de arbitragem responsável pelos vídeos, mas apenas os equipamentos.
Pelo regulamento da CBF, toda a central que trabalha nos jogos do Campeonato Brasileiro fica na sede da entidade, no Rio de Janeiro.
Próximos jogos do Corinthians:
Bahia (C) - 25/11, 19h30 (de Brasília) - Brasileirão
Vasco (F) - 28/11, 21h30 (de Brasília) - Brasileirão
Internacional (C) - 02/12, a definir - Brasileirão
