A preparação da seleção da Costa Rica para os amistosos contra Colômbia e Inglaterra ganhou contornos de crise nos últimos dias. Um episódio envolvendo disparos de arma de fogo, investigações policiais e quebra de disciplina terminou com três jogadores cortados da convocação e colocou pressão sobre o trabalho do técnico Fernando Batista.
Os jogadores Alejandro Bran, Kenneth Vargas e Warren Madrigal foram retirados da delegação após decisão conjunta da comissão técnica e da Federação Costarriquenha de Futebol. Em comunicado oficial, a entidade reforçou que disciplina e respeito às normas internas são princípios inegociáveis dentro do projeto da seleção nacional, deixando clara a postura adotada pela nova comissão técnica.
O caso começou na madrugada de segunda-feira (25), no bairro de Los Yoses, em San José. Autoridades locais receberam relatos de disparos por volta de 1h40 da manhã (horário local), e a investigação passou a ser conduzida pelo Organismo de Investigação Judicial da Costa Rica. Segundo informações divulgadas pelas autoridades municipais, foram encontrados vestígios compatíveis com evidências balísticas na via pública.
A situação ganhou ainda mais repercussão após a confirmação de que um veículo ligado a Alejandro Bran foi atingido por tiros nas proximidades do local. Imagens de câmeras de segurança da região passaram a ser analisadas pelas autoridades, enquanto o episódio rapidamente se transformou em um dos assuntos mais comentados do país.
As consequências ultrapassaram o ambiente da seleção. Bran e Kenneth Vargas também sofreram punições no âmbito de clubes, com o Alajuelense anunciando o afastamento dos dois atletas. O caso aumentou a pressão sobre Fernando Batista, contratado para liderar o novo ciclo da Costa Rica rumo à Copa do Mundo de 2030 e que, desde a chegada, prometeu tolerância zero para questões disciplinares.
Colômbia e Inglaterra serão impactados com a decisão, pois não enfrentarão uma Costa Rica com sua força máxima e sob pressão.
