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Como 'dedo' de Scaloni fez Argentina ser campeã com feito que nenhuma seleção fez na história das Copas

Lionel Scaloni comemora o título da Copa do Mundo com camisa especial Julian Finney/Getty Images

Nenhum outro time conseguiu ser campeão sem repetir a escalação nas sete partidas


A Argentina foi campeã da Copa do Mundo após uma vitória nos pênaltis sobre a França, no domingo (18), no Estádio Lusail. Além de quebrar um jejum de 36 anos sem caneco, o time de Lionel Scaloni se tornou o único na história a levantar o título sem repetir a equipe titular.

Isso mesmo. Nenhum outro campeão da Copa do Mundo na história conseguiu levantar o troféu trocando o time a cada jogo. A informação é do DataESPN, ferramenta de estatísticas da ESPN.

Na estreia, a Argentina perdeu com o seguinte time.

Argentina 1 x 2 Arábia Saudita: Martínez; Molina, Romero, Otamendi e Tagliafico; Paredes, de Paul, Papu Gómez e Di María; Messi e Lautaro Martínez.

Depois do revés no primeiro jogo, Scaloni precisou corrigir o time que perdeu para Arábia Saudita para enfrentar o Messi. Cinco mudanças foram feitas. Montiel, Lisandro Martínez, Acuña, Guido Rodríguez e Mac Allister entraram na equipe.

Argentina 2 x 0 México: Martínez; Montiel, Otamendi, Lisandro Martínez e Acuña; Guido Rodríguez, de Paul, Mac Allister e Di María; Messi e Lautaro Martínez.

Depois de respirar contra o México, a Argentina dependia de uma vitória sobre a Polônia para avançar às oitavas. E conseguiu sobre o time de Lewandowski e companhia. Esse triunfo veio com mais quatro mudanças: Molina voltou para a lateral, Romero entrou na zaga, Enzo Fernández assumiu a posição no meio-campo e Álvarez pegou a vaga de Lautaro Martínez.

Polônia 0 x 2 Argentina: Martínez; Molina, Romero, Otamendi e Acuña; de Paul, Enzo Fernández e Mac Allister; Di María, Messi e Álvarez.

Para o primeiro confronto do mata-mata contra a Austrália, precisou mexer mais uma vez. Com Di María longe das condições ideais, Scaloni escolheu manter o sistema com três homens na frente e promoveu a entrada de Papu Gómez

Argentina 2 x 1 Austrália: Martínez; Molina, Romero, Otamendi e Acuña; de Paul, Enzo Fernández e Mac Allister; Papu Gómez, Messi e Álvarez.

A Argentina enfrentou a Holanda nas quartas de final e avançou nos pênaltis. Ainda sem ter um Di María 100%, Scaloni decidiu reforçar o sistema defensivo. Lisandro Martínez voltou para formar uma linha de cinco na defesa.

Holanda 2 (3) x (4) 2 Argentina: Martínez; Molina, Romero, Otamendi, Lisandro Martínez e Acuña; de Paul, Enzo Fernández e Mac Allister; Messi e Álvarez.

Na semifinal, o adversário foi a Croácia. Na partida mais tranquila dos hermanos, Scaloni mudou a Argentina mais uma vez e colocou um time 'inédito' em campo. Desta vez, ele promoveu o retorno de Tagliafico, além de ter um meio-campo com Paredes, de Paul e Enzo Fernández.

Argentina 3 x 0 Croácia: Martínez; Molina, Romero, Otamendi e Tagliafico; Paredes, de Paul, Enzo Fernández e Mac Allister; Messi e Álvarez.

Para a grande final contra a França, Scaloni surpreendeu com o time que mandou a campo. O escolhido da vez foi Di María, que atuou aberto pela esquerda e foi um dos destaques ao sofrer o pênalti convertido por Messi e anotar o segundo gol da Argentina. Paredes deixou a equipe titular.

Argentina 3 (4) x (2) 3 França: Martínez; Molina, Romero, Otamendi e Tagliafico; de Paul, Enzo Fernández e Mac Allister; Messi, Álvarez e Di María.