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Messi está a um gol na Copa do Mundo para entrar em galeria que tem Pelé, Jairzinho e pouquíssimos jogadores na história; veja a lista

Messi comemora após marcar para a Argentina sobre a Holanda FRANCK FIFE/AFP via Getty Images

Camisa 10 da Argentina pode ser o primeiro jogador da história a levantar a taça após marcar em todos os mata-matas no formato atual do Mundial


Lionel Messi vem quebrando um recorde atrás do outro na Copa do Mundo do Qatar. O maior artilheiro da história da Argentina em Mundiais e jogador que mais entrou em campo com a camisa da Albiceleste está de novo em uma final em busca de quebrar mais uma marca.

Se balançar as redes na decisão, o camisa 10 e capitão dos hermanos pode se tornar o primeiro jogador a marcar em todos os jogos de mata-mata e ser campeão no atual formato da Copa, que desde 1986 tem quatro jogos eliminatórios na fase final.

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Outros craques já conseguiram levantar a taça marcando gols em todas as partidas de mata-mata, como os brasileiros Pelé e Jairzinho. O croata Davor Suker foi o último a balançar as redes em todos os jogos eliminatórios em 1998, apesar de não ficar com o título. Veja abaixo a lista completa de quem conseguiu o feito.

Copa de 2022

- Lionel Messi (Argentina, na final da Copa) – 3 gols em 3 jogos

O craque marcou um gol em cada fase da atual edição, no Qatar. Messi foi às redes nas oitavas de final, contra a Austrália, nas quartas, diante da Holanda, e novamente na semifinal, no confronto contra a Croácia.

Se conseguir marcar contra a França e ficar com o título na decisão do próximo domingo (18), entra para a história como o único a fazer gols nas quatro partidas de mata-mata e ainda levantar a taça.

Copa de 1998

- Davor Suker (Croácia, 3º lugar) – 4 gols em 4 jogos

O artilheiro do Mundial da França foi fundamental para a então terceira colocação inédita do país, que estreava naquele ano.

Suker garantiu a vitória nas oitavas por 1 a 0 contra a Romênia, fez o terceiro gol nos 3 a 0 sobre a Alemanha nas quartas, abriu o placar contra os donos da casa na semifinal, mas viu os franceses virarem na derrota por 2 a 1, e ainda fez o gol que garantiu a medalha de bronze sobre a Holanda.

Copa de 1990

- Salvatore Schillaci (Itália, 3º lugar) – 4 gols em 4 jogos

O atacante italiano teve exatamente a mesma trajetória de Suker oito anos antes, na Copa disputada em casa.

Schillaci fez o primeiro gol na vitória sobre o Uruguai por 2 a 0. Depois, garantiu o 1 a 0 sobre a Irlanda nas quartas. O gol no empate por 1 a 1 com a Argentina levou à derrota nos pênaltis, mas o atacante apareceu novamente para marcar no final contra a Inglaterra e garantir o terceiro lugar.

Copa de 1970

- Jairzinho (Brasil, campeão) – 3 gols em 3 jogos

O 'Furacão' do tricampeonato foi o último a marcar em todos os jogos eliminatórios e levantar a taça. Mas, o Mundial tinha apenas três partidas na segunda fase.

Jairzinho fechou o placar na vitória por 4 a 2 contra o Peru nas oitavas, depois marcou o gol da virada nos 3 a 1 sobre o Uruguai na semi, e voltou a balançar as redes nos 4 a 1 da final diante da Itália.

Copa de 1966

- Eusébio (Portugal, 3º lugar) – 6 gols em 3 jogos

- Helmut Haller (Alemanha Ocidental, vice) – 4 gols em 3 jogos

Dois jogadores marcaram em seus três confrontos no mata-mata. O português fez mais gols, mas o alemão chegou mais longe.

Eusébio garantiu a virada de Portugal no jogão das quartas de final. A Coreia do Norte abriu 3 a 0 no primeiro tempo, mas os portugueses viraram para 5 a 3 com quatro gols do craque. O 'Pantera Negra' ainda fez um na derrota por 2 a 1 para a Inglaterra na semifinal e mais um no triunfo por 2 a 1 sobre a União Soviética na disputa de terceiro lugar.

Haller abriu a contagem com dois tentos nos 4 a 0 sobre o Uruguai e mais um nos 2 a 1 sobre a União Soviética. Na decisão diante dos ingleses, abriu o placar aos 12 minutos, mas viu a dona da casa vencer por 4 a 2 na prorrogação.

Copa de 1962

- Vavá (Brasil, campeão) – 4 gols em 3 jogos

Antes de Jairzinho (e depois de Pelé), a seleção brasileira teve um artilheiro decisivo no mata-mata. Vavá fez gols contra a Inglaterra (3 a 1 nas quartas) e Chile (4 a 2 nas semifinais) e foi coroado com o gol do título na vitória por 3 a 1 sobre a Tchecoslováquia na decisão.

Copa de 1958

- Just Fontaine (França, 3º lugar) – 7 gols em 3 jogos

- Pelé (Brasil, campeão) – 6 gols em 3 jogos

Dois ícones quando o assunto é Copa do Mundo. Fontaine disputou sua única edição na Suécia e é até hoje o maior artilheiro de um único torneio com 13 gols. Pelé dispensa apresentações.

O francês marcou duas vezes nos 4 a 0 sobre a Irlanda do Norte, uma na derrota por 5 a 2 para o Brasil e outras quatro diante da Alemanha Ocidental nos incríveis 6 a 3 da disputa do terceiro lugar.

Pelé surgiu para o mundo com o golaço na vitória por 1 a 0 contra o País de Gales nas quartas, o seu primeiro em Copas. Depois fez um hat-trick na França e ainda balançou as redes mais duas vezes na conquista do título, nos 5 a 2 sobre os donos da casa.

Copa de 1950

- Alcides Ghiggia (Uruguai, campeão) – 3 gols em 3 jogos

O carrasco da seleção brasileira no 'Maracanazo' de 1950 entra na lista apesar de não haver fases com jogos eliminatórios naquela edição.

Ghiggia balançou as redes uma vez em cada um dos três jogos do Uruguai no quadrangular final realizado na Copa do Brasil. Gols no empate por 2 a 2 com a Espanha, na vitória por 3 a 2 sobre a Suécia, e o famoso contra o Brasil, nos 2 a 1 em pelo Rio de Janeiro.

Copa de 1938

- Gyorgy Sarosi (Hungria, vice) – 5 gols em 4 jogos

- Arne Nyberg (Suécia, 4º lugar) – 3 gols em 3 jogos

O primeiro Mundial realizado na França foi inteiro eliminatório. Desde a primeira rodada, quem perdeu, foi para casa. Hungria e Suécia chegaram até as fases finais e contaram com jogadores marcando em todos os confrontos.

Sarosi abriu a campanha marcando dois nos 6 a 0 sobre as Índias Orientais Holandesas (hoje território pertencente à Indonésia), depois fez um nos 2 a 0 sobre a Suíça e mais um na goleada por 5 a 1 na semifinal sobre a Suécia. A Hungria levou 4 a 2 da Itália na decisão, mas o centroavante deixou o dele novamente.

Nyberg fez um jogo a menos. Com a fusão da Áustria pela Alemanha meses antes do Mundial, a competição ficou com uma vaga em aberto e os suecos passaram automaticamente para as quartas. O atacante fez um gol nos 8 a 0 sobre Cuba, anotou o de honra na já citada derrota para os húngaros, e deixou o placar em 2 a 0 na disputa de terceiro lugar contra o Brasil. Mas Leônidas da Silva comandou a virada por 4 a 2.

Copa de 1930

- Pedro Cea (Uruguai, campeão) – 4 gols em 2 jogos

- Carlos Peucelle (Argentina, vice) – 3 gols em 2 jogos

- Guillermo Stabile (Argentina, vice) – 3 gols em 2 jogos

- Victoriano Iriarte (Uruguai, campeão) – 2 gols em 2 jogos

A primeira Copa realizada em 1930 teve quatro jogadores, dois do campeão Uruguai e dois da vice Argentina balançando as redes. A marca, contudo, foi feita em dois jogos: após a fase de grupos, os quatro melhores foram direto para a semifinal.

As duas seleções sul-americanas garantiram suas vagas na decisão com vitórias por 6 a 1. Com três de Cea e um de Iriarte, os uruguaios baterem a Iugoslávia. Já os argentinos superaram os Estados Unidos com Peucelle e Stabile marcando dois gols cada um. Na vitória do Uruguai por 4 a 2 na finalíssima, os quatro deixaram suas marcas uma vez.