Tite mandou um recado aos torcedores brasileiros após a dura e precoce eliminação no Qatar
A derrota nos pênaltis para a Croácia nesta sexta-feira (9), pelas quartas de final da Copa do Mundo, foi o ponto final do trabalho de Tite na seleção brasileira.
O técnico, que já havia anunciado antes mesmo do Mundial que não permaneceria no cargo nem em caso de título, confirmou que deixará o posto ao fim do seu contrato, que vence justamente agora.
"Derrota dolorida, mas em paz comigo mesmo. Fim de ciclo. Eu já havia colocado há mais de um ano e meio, não sou um cara de duas palavras. Não estava jogando para ganhar e depois fazer drama para ficar, quem me conhece sabe. Agora sim foi um processo inteiro. Antes foi um processo de recuperação. Agora teve uma sequência inteira. Sobre o desempenho... façam os comentários de vocês. Está aí", disse.
Em resposta a um jornalista, Tite, da sala de coletivas do estádio Cidade da Educação, mandou um recado aos torcedores brasileiros após a dura e prococe eliminação para a Croácia na Copa do Qatar.
"Dividimos a alegria e a tristeza. Queríamos dar essa alegria. Nós todos estamos sentidos", lamentou o treinador, que fez questão de elogiar a nova leva de atletas que está surgindo no futebol brasileiro e pediu para que não sejam criados "heróis ou vilões" agora.
"Tem uma geração bonita que vai se fortalecer nas adversidades e no crescimento. Todos nós somos responsáveis. Não tem hipocrisia. Não coloquem herói ou vilão no esporte, não tem. Perdi um título brasileiro nas mesmas circunstâncias de agora. O futebol te permite ser efetivo em uma finalização. O futebol é assim. Um esporte com resultado mais curto, menos dilatado, pode acontecer como aconteceu", disse.
Eliminado e fora da seleção brasileira, Tite evitou responder sobre o legado que ele e sua comissão técnica podem ter deixado para os próximos profissionais.
"O tempo pode responder melhor, mas com essa dor... por mais humano e coerente... não tenho condição de avaliar todo o trabalho. Mas, com o passar do tempo, as pessoas vão fazer uma avaliação devida. Não tenho essa grandeza toda em cima de uma derrota, com empate, em pênaltis. Não tenho essa capacidade", finalizou.
E agora?
Com o adeus de Tite, abre-se a corrida para saber quem assumirá a seleção brasileira de olho no próximo ciclo, mirando a Copa de 2026, a ser disputada em três países (Canadá, Estados Unidos e México).
Muitos nomes foram especulados nos últimos meses, como Fernando Diniz (Fluminense), Dorival Jr. (que acaba de deixar o Flamengo) e também Abel Ferreira (Palmeiras). Todos foram muito perguntados nos últimos meses e falaram da possibilidade sem cravar nada.
A CBF, no entanto, nunca confirmou para que lado penderia na escolha do sucessor de Tite. O assunto esquentará nas próximas semanas e só deve ser decidido a partir de janeiro de 2023. Até lá, o Brasil não fará nenhuma partida.
