Jogador alemão que estava no grupo campeão do mundo contou bastidores sobre o 7 a 1 em cima do Brasil
Sempre que a seleção brasileira jogar uma Copa do Mundo, a lembrança do 7 a 1 virá a tona. Ainda mais em um mata-mata contra um time europeu. Nesta sexta-feira (9), no Estádio Cidade da Educação, às 12h (de Brasília), a equipe encara a Croácia pelas quartas de final.
Na época, mesmo após a goleada, a Alemanha conquistou a torcida brasileira na decisão por enfrentar a grande rival Argentina. Para Kevin Grosskreutz, reserva daquele time alemão, o fato foi surpreendente.
“Eu sempre vou ter o Brasil como uma boa memória por causa disso. Nós ganhamos de 7 a 1 do Brasil e, mesmo assim, eles nos apoiaram, torceram por nós na final. Isso é uma coisa de grande respeito e mostra como são as pessoas no Brasil. Grandes pessoas, sempre felizes, com muito respeito. Honra quem honra”, disse ao ESPN.com.br.
Meia reserva em toda a campanha da equipe alemã, Grosskreutz falou em tom de lamento sobre a proporção que a goleada tomou.
“Eu tenho que dizer, o povo no Brasil é demais. Sempre rindo, sempre feliz, eles dançavam antes dos nossos jogos, receberam muito bem o time, nós nos sentimos muito bem-vindos. Nós sempre dizíamos, na época, que não queríamos voltar para a Alemanha, queríamos ficar o máximo de tempo possível. Foi demais chegar na final, ganhar o título", afirmou.
"Mas o que nunca vou esquecer é como eles nos apoiaram. Nosso time até se sentiu mal de ganhar por 7 a 1, porque nós não queríamos humilhar o povo brasileiro, eu senti muito por isso, mas foi um período excelente, que nunca vou esquecer na minha vida”, completou.
O ex-meia ainda comentou que, no dia, preferiu não falar com amigos brasileiros, mas que, desde então, faz brincadeiras com Dedê, ex-companheiro de Borussia Dortmund.
“Na verdade, no jogo, pareceu que todos estávamos sonhando. Imagina, 4 a 0 em cima do Brasil depois de 30 minutos, o melhor time do mundo, com os maiores jogadores. Eu deixei todo mundo em paz depois do jogo, porque eu sei como nos sentimos depois de um jogo perdido, não falando sobre um resultado desse tamanho", relembrou.
"Depois, eu falei com Dedê, um amigo, passamos férias juntos. Com ele sendo um amigo, eu consigo fazer uma brincadeira sobre o jogo. Mas depois do jogo não quis atrapalhar os brasileiros com a dor deles”, finalizou.
A última vitória da seleção brasileira contra europeus em mata-matas da Copa ocorreu na final de 2002, justamente contra a Alemanha. Desde então, foram 5 jogos e 5 derrotas.
