Ex-São Paulo que reencontra Ceni na Copa do Brasil já colocou treinador 'acima' de Crespo e fez até comparação com Ancelotti

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Eder exalta Rogério Ceni e afirma: 'Muito mais treinador do que o Crespo' (1:08)

Nesta terça-feira (30), na Arena Fonte Nova, em Salvador, Bahia e Criciúma iniciam a disputa para ver quem avança às oitavas de final da Copa do Brasil. E rivalidade à parte, o duelo também marca um reencontro interessante: de um lado Rogério Ceni, técnico do time da casa, e do outro o atacante Éder, veterano que atua pelo Tigrão.

Em 2021, após quase duas décadas na Europa, onde inclusive se naturalizou italiano e disputou uma Eurocopa, Éder retornou ao Brasil e teve o São Paulo como destino. Durante o período no Morumbis, o ítalo-brasileiro teve Ceni como um de seus treinadores.

E apesar de não ter tido tantas oportunidades sob o comando do ex-goleiro, durante pouco mais de um ano de convívio, Éder nem por isso deixou de ser um admirador do seu trabalho. E inclusive até já o colocou acima de Hernán Crespo, com quem foi campeão do Paulistão de 2021.

A declaração foi dada ao Bola da Vez, em novembro de 2023, quando o hoje atacante do Criciúma lembrou da passagem pelo Tricolor e comparou os trabalhos de ambos. E elogiou bastante Ceni, afirmando que Crespo também se aproveitou muito do que foi deixado pelo seu antecessor, Fernando Diniz.

"O trabalho de campo do Rogério é fora do normal, um dos melhores treinadores que eu tive. É um cara que ganhou tudo, então na cabeça dele pensa 'eu ganhei por quê?'. Porque meu comportamento foi esse... Às vezes antes do jogo ele cobrava, aí o Nestorzinho (Rodrigo Nestor) e os meninos passavam e falavam 'caramba...'. Isso levava o jogador a ir para o jogo com uma pressão, ainda mais os mais novos. Mas para mim, como treinador, o Rogério era muito mais treinador que o Crespo", disse na ocasião.

"Sendo bem sincero, acho que o Crespo pegou muito o trabalho do Diniz. O time jogava de um jeito. Crespo é um treinador que, de trabalho de campo, não é especialista, de dar uma identidade ao time. O que ele queria era marcar um contra um, só que no Brasil não é fácil. Vai no Maracanã enfrentar o Flamengo, aí marca um a um o Arrascaeta. Não é fácil. Então acho que ele pegou muito o trabalho do Diniz em si".

Comparação com Ancelotti e aspecto a melhorar

Durante o período em que teve Ceni como comandante, Éder também identificou que o ex-jogador, que iniciou a carreira como treinador em 2017, também tem um aspecto a melhorar: a forma como gerencia os elencos.

E, inclusive, já indicou alguns "modelos" a serem seguidos pelo ídolo são-paulino em uma lista que conta com nomes de peso como Carlo Ancelotti, do Real Madrid, e Roberto Mancini, ex-técnico da seleção italiana.

"Eu poderia estar aqui falando mal do Rogério, porque joguei pouco com ele. Mas ele é um cara que as fases do que falamos de treinador... O que falta para ele ser diferenciado é um pouco de diálogo que tem Ancelotti, (Roberto) Mancini, ser um pouco mais psicólogo", indicou, em entrevista ao UOL, também no ano passado.

"Na parte tática, técnica, na preparação de jogo, treinamento, tudo que perguntar de campo, ele é diferenciado. Mas eu acho que na parte de gestão de grupo, de saber lidar...", seguiu.

"Ele é um cara que quer vencer, sempre cobra 100%, e às vezes tem que dar uma segurada, passar a mão na cabeça dos mais novos. Nisso talvez ele tenha que melhorar".

A passagem de Éder pelo Morumbis, que terminou ao final de 2022, teve ao todo 75 partidas, com 11 gols e 4 assistências registradas. Com Ceni, o atacante não conquistou títulos.

O retorno ao Criciúma, clube que o revelou, aconteceu em janeiro de 2023. Desde então, já são 52 jogos, com 15 gols e 5 assistências.

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