Em entrevista ao Podpah, volante contou o drama que viveu na Itália quando tinha apenas 17 anos
Eleito pela Uefa como melhor jogador da temporada europeia 2020/21, meio-campista Jorginho, do Chelsea e da seleção da Itália, é destaque no Velho Continente. No entanto, o destino do ítalo-brasileiro, multicampeão pelos Blues, poderia ter sido bem longe dos gramados.
Em entrevista ao Podpah, do Youtube, o volante revelou que quando deixou o Brasil rumo à Europa para atuar no Hellas Verona, da Itália, foi roubado por seu empresário. Na época, ele tinha apenas 17 anos e ligou para sua família em Santa Catarina pedindo para voltar para casa.
‘’Depois de ficar um ano e meio ganhando 20 euros, estava osso, né? Eu descobri que o cara que me levou, pegou um dinheiro. Ele pegou um dinheiro meu. Ali foi o momento que eu quis parar (de jogar bola). Para mim tinha encerrado ali. Eu tinha 17 anos e liguei para casa chorando falando para minha mãe e para o meu pai: ‘Quero ir embora, já deu, perdi minha adolescência. Eu deixei meus amigos e já estou há quatro anos fora. Não quero mais, esse mundo não é para mim'', revelou.
Jorginho contou ainda que só não pendurou as chuteiras porque seus pais insistiram que ele lutasse pelo sonho que tinha desde os 5 anos de idade, que era ser jogador de futebol.
''Eles falaram: ‘Não, você não vai voltar não. Você já está muito perto. Já passamos por coisa muito pior e você já está treinando no profissional. Você quer desistir agora? Você não vai voltar’. Eles me convenceram a ficar e eu fiquei, graças a Deus'', disse.
Depois do Verona, o volante foi para o Napoli, onde se firmou no cenário europeu e se naturalizou italiano.
Desde 2018 no Chelsea, Jorginho já foi campeão da Champions League, do Mundial de Clubes, além de ter conquistado uma Copa da Inglaterra, uma Europa League e uma Supercopa da UEFA. Pela seleção italiana, faturou o título da Eurocopa de 2021.
