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Aeroporto internacional, reforma em estádio e time feminino: as missões que Mirassol corre atrás para jogar a Libertadores

Jogadores do Mirassol comemoram vitória sobre o São Paulo no Brasileirão Rapha Marques/Sports Press Photo/Getty Images

Estreante e grande sensação do Campeonato Brasileiro, o Mirassol não vai parar tão cedo de reescrever sua história e já encaminhou um novo projeto para o próximo ano: a CONMEBOL Libertadores.

O Leão Caipira está praticamente garantido ao menos na prévia da competição, marcando assim uma nova estreia, agora internacional. A possibilidade de entrar diretamente nos grupos, porém, é muito alta.

Para que o sonho não se torne um pesadelo, o time do interior paulista precisa correr para atualizar duas exigências da CONMEBOL. Uma está sob seu controle; a outra não, mas os primeiros passos já foram dados.

Através do Manual de Clubes, a entidade que rege o futebol sul-americano obriga que os participantes da Libertadores tenham uma equipe feminina. Conforme reportagem de 7 de novembro, o Mirassol quer um time próprio, sem parceria, mas com a estrutura sendo montada do "zero".

A outra questão envolve a utilização do estádio José Maria de Campos Maia. A capacidade atual é de 15 mil torcedores, suficiente para receber jogos da fase de grupos, mas não uma possível fase mata-mata.

A diretoria, no entanto, trabalha para que o Maião seja "ampliado e modernizado", assim como aconteceu para o Brasileirão após o fim de sua participação no último Campeonato Paulista.

A grande preocupação no momento tem a ver com outro item do Manual de Clubes: a necessidade de um aeroporto internacional em um raio de no máximo 150 quilômetros de distância do estádio.

Se a Libertadores fosse jogada hoje, o Mirassol teria de atuar em outra cidade, pois tal exigência não seria cumprida.

No entanto, até fevereiro de 2026, a expectativa é de que a cidade de São José do Rio Preto "salve" a situação do clube.

A ESPN apurou que a direção do Leão trabalha para que o Aeroporto Estadual Professor Eribelto Manoel Reino consiga o selo internacional.

A informação foi confirmada pela concessionária Aeroportos Paulistas (ASP), que controla as operações da base aérea.

"Com o objetivo de atender às operações especiais decorrentes da participação do Mirassol nas competições da Conmebol, e seguindo os critérios estabelecidos pelo campeonato, a ASP está conduzindo o processo de internacionalização temporária do Aeroporto de São José do Rio Preto", explicou em nota enviada à reportagem.

"Para isso, todas as tratativas necessárias estão sendo alinhadas diretamente com a Polícia Federal, Receita Federal, Anvisa e Vigiagro, garantindo que o terminal atenda integralmente às exigências operacionais e de controle previstas para esse tipo de operação".

Em três meses, a estreia internacional do Mirassol, ao que tudo indica, não precisará acontecer longe de casa

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