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Eagle entra com recurso na Justiça, tenta retomar poder no Botafogo e busca derrubar dupla Textor/Durcesio

A Eagle Football Holdings foi à Justiça mais uma vez para tentar recuperar seus direitos políticos na SAF do Botafogo.

Em Agravo de Instrumento (recurso na 2ª instância) enviado na noite da última quarta-feira (13), o grupo internacional contestou a decisão de 28 de abril proferida pela 2ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, que removeu os direitos políticos da holding na SAF alvinegra e ratificou a nomeação de Durcesio Mello como gestor provisório da SAF após o afastamento de John Textor pelo Tribunal Arbitral.

A Eagle pede à 21ª Câmara de Direito Privado do Rio de Janeiro que anule a deliberação da 1ª instância ou ao menos reforme os termos, de forma a reestabelecer o direito do grupo a voto e retirar Durcesio do poder.

A holding argumenta, entre outras coisas, que a determinação do juiz Marcelo Mondego de Carvalho Lima foi proferida sem considerar a defesa do grupo, além de ter "invadido a competência" do Arbitragem e aplicado a lei de forma errada.

A empresa ainda diz que a nomeação de Durcesio Mello como líder da SAF após o afastamento de John Textor foi irregular, já que aconteceu sem aprovação da acionista majoritária (Eagle) e em desacordo com as decisões arbitrais. A alegação mais forte, inclusive, é que, mesmo retirado de sua posição, o norte-americano segue comandando o Botafogo dos bastidores por sua influência sobre Mello.

Por fim, a Eagle ressalta que, se a atual gestão (Durcesio/Textor) for mantida, ela pode "vender jogadores", "contrair dívidas" e "realizar negócios irreversíveis", o que ocasionaria um "prejuízo difícil de reverter" à holding.

"Caso a gestão temporária continue conduzindo a SAF Botafogo, poderão ser praticados atos de difícil ou impossível reversão. Entre eles, contratação de financiamento DIP [N.R.: Debtor-in-Possession Financing, mecanismo legal que permite a empresas em recuperação judicial obterem capital de giro urgente para manter operações e financiar a reestruturação], alienação de atletas, vinculação de receitas, cessão fiduciária de recebíveis, assunção de obrigações relevantes perante credores, atletas e fornecedores e negociação de acordos estruturais com terceiros", escreveram os advogados do grupo.

Vale lembrar que, como mostrou a ESPN, a venda do zagueiro Alexander Barboza ao Palmeiras, selada no dia 1º de maio e que aguarda autorização da Justiça para ser concluída devido à recuperação judicial, foi assinada por Durcesio Mello.

O Agravo de Instrumento da Eagle agora será analisada por um desembargador do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro).

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