A Botafogo SAF publicou uma nota oficial na manhã desta sexta-feira (27) informando que abrirá as contas para que o clube social faça uma análise. A permissão aconteceu após a empresa ter recebido uma notificação judicial, uma vez que o associativo do Glorioso suspeita de fraude por parte de John Textor.
O clube associativo é dono de 10% das ações da SAF e tem a responsabilidade de atuar como um órgão que fiscalize as ações da empresa.
A suspeita de frauda por parte do lado associativo é de que a venda da SAF sequer chegou a ser concluída, uma vez que era esperado um investimento de R$ 400 milhões em acordo prévio. Mas, deste montante, mais de R$ 100 milhões teriam sido repassados ao Lyon, clube da Eagle. A informação foi publicada pelo diário O Globo.
A relação entre Botafogo SAF e associativo é estremecida e tem acumulado encontros na Justiça. Na última quinta-feira (26), a ESPN trouxe uma reportagem completa sobre como o lado associativo da história havia entrado com uma petição para derrubar a liminar que mantém o norte-americano à frente do clube.
O Associativo reforça que o empresário tem promovido uma ''gestão temerária na SAF'' e afirma que o clube virou uma ''moeda de troca e barganha'' por causa das negociações conduzidas por Textor de jogadores do Glorioso para times clubes da Eagle.
O Associativo alega ainda Textor tenta ''mascarar a realidade financeira'' do clube e alerta para "o risco de novas operações" conduzidas pelo americano. No documento, o clube social reafirma que a SAF do Botafogo está descumprindo a última liminar, uma vez que continua não repassando informações ao Associativo.
Ainda na última quarta-feira (25), a reportagem informou ainda que a Justiça do Rio de Janeiro extinguiu o processo que envolve Textor, Eagle, o Botafogo social e a SAF da equipe alvinegra, que vinha tramitando nos tribunais cariocas desde agosto de 2025.
Dessa forma, John Textor segue como controlador da SAF alvinegra em meio à disputa envolvendo e Eagle e o fundo Ares Management. A Arbitragem vai determinar se ele continuará no poder ou será retirado.
Ao mesmo tempo, o empresário segue proibido de vender ativos do clube (incluindo jogadores) - algo que foi definido pelo poder judicial em janeiro deste ano. Na decisão que levou à extinção do processo, o magistrado ainda determinou que, se houver descumprimento de qualquer decisão já proferida, a Justiça pode aplicar as penalidades e consequências que entender cabíveis.
Veja abaixo a nota oficial da Botafogo SAF:
A Diretoria da SAF recebeu uma notificação do Clube Social solicitando o compartilhamento de informações e documentos financeiros específicos. Em sinal de transparência, boa-fé e parceria colaborativa, a SAF está abrindo as portas de seu escritório aos representantes a serem indicados pelo associativo e agendou um encontro na próxima semana para apresentação integral da referida documentação pessoalmente.
A SAF destaca que esse compartilhamento de informações é um conteúdo além da documentação que já é compartilhada rotineiramente com o Conselho Fiscal e Conselho de Administração, poderes dos quais o Clube Social já faz parte e possui representantes. Por fim, realça a importância do alinhamento, transparência e responsabilidade no uso de informações confidenciais.
