Raphinha, atacante do Barcelona e da seleção brasileira, concedeu entrevista ao “GE” e, dentre alguns temas, falou a respeito de como foi trabalhar com Marcelo Bielsa. Ambos estiveram lado a lado no Leeds United, da Inglaterra, entre 2020 e 2022. Nos últimos dias, o treinador da seleção uruguaia tem sido alvo de duras críticas de atletas por conta de problemas de relacionamento na “Celeste”.
Durante a entrevista, Raphinha admitiu que chegou a ter “brigas feias” com Bielsa, mas também ressaltou que teve bons momentos sobre o comando do argentino. “Eu, particularmente, tive meus momentos bons e meus momentos ruins com ele, mas só tenho a agradecer por tudo que eu sou hoje, por quase tudo que eu sou hoje”, iniciou.
“Onde eu estou hoje foi graças a ele. Só tenho a agradecer por tudo que eu vivi com ele nesses dois anos. Foi um ano e meio que eu vivi com ele. Tivemos nossos atritos, tivemos nossas brigas. Algumas mais feias que outras, mas tivemos muitos momentos bons também. Acho que dentro da tua casa nem tudo são rosas. Tudo na vida tem momentos bons e ruins, tem brigas ou não. Então acho que vai dar a maneira de saber lidar com as coisas”, disse Raphinha.
A prova de que o brasileiro parece não guardar mágoas de seu ex-treinador foi o abraço caloroso entre ambos antes do confronto entre Brasil e Uruguai, pela Copa América deste ano. Ao “GE”, Raphinha comparou a relação que tinha com Bielsa como à de uma “grande família”.
“Acho que cada pessoa tem uma personalidade diferente, uma maneira diferente de lidar com as coisas. A gente não pode simplesmente sair julgando, sem entender o que se passa na cabeça de uma pessoa, o que aconteceu na vida de uma pessoa para ela ser daquele jeito”.
“Na minha opinião, acho que todo mundo tem um lado difícil de lidar, tem um lado bastante complicado de lidar com as pessoas ou com as situações”.
“Não sei o que acontece na seleção do Uruguai, o que eu sei é o que aconteceu comigo em Leeds. Tive momentos bons e momentos ruins com ele, natural, como uma grande família, por exemplo. Dentro de casa estive com muitas pessoas, naturalmente vão acontecer conflitos, vão acontecer momentos bons e momentos ruins”.
“Eu acredito que dentro do futebol, num clube, numa seleção, acaba sendo igual. Tem momentos que são bons, tem momentos que não são tão bons assim”, completou.
