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Leonardo Silva relembra final 'atípica' entre Lanús e Atlético e vê remanescente como perigo: 'Tudo passava por ele'

A partida entre Lanús e Atlético-MG no próximo sábado (22), que definirá o novo campeão da CONMEBOL Sul-Americana, não é um confronto inédito. Em 2014, há pouco mais de uma década, as equipes também decidiram um título continental: a Recopa Sul-Americana. E o Galo levou a melhor em uma final cheia de emoções.

O ex-zagueiro Leonardo Silva, capitão do time mineiro à ocasião, classificou aquela decisão como "atípica". Em entrevista exclusiva à ESPN, o ex-defensor relembrou que o time, que era o atual campeão da Libertadores, teve "uma dificuldade muito grande" contra os argentinos, então campeões da Sul-Americana.

"Decidimos em casa, primeiro jogo na Argentina. O desafio maior era fazer um bom resultado na ida para decidir em casa com mais clareza. Vencemos lá por 1 a 0, mas em casa foi totalmente atípico. Saímos na frente, viradas, placares se invertendo, centésimo gol do Tardelli, Ronaldinho quase de saída... Foi uma final bem intensa", recordou.

O jogo de ida foi disputado no estádio La Fortaleza, em Buenos Aires. O gol que garantiu a vitória do Atlético-MG foi marcado por Diego Tardelli. A vantagem conquistada fora de casa foi importante para encaminhar a conquista.

A segunda e decisiva partida, no Mineirão, foi recheada de reviravoltas. O Galo abriu o placar logo aos seis minutos com Tardelli, de pênalti, que chegou ao centésimo gol com a camisa da equipe. O que parecia que seria fácil, porém, se complicou nos minutos seguintes, com os argentinos virando até os 25 minutos.

Os mineiros conseguiram empatar aos 37, com Maicosuel. E o placar, que daria o título ao time brasileiro, seguiu assim até os acréscimos da etapa final, aos 48, quando Lautaro Acosta colocou o Lanús novamente à frente. O atacante ainda está no elenco e pode entrar em campo contra o Atlético-MG na final da Sul-Americana.

"Ele é um jogador interessante, pelo pouco que me lembro. Era o protagonista da equipe, fazia o jogo andar, fazia gol. Tudo passava por ele. Ou ele terminava a jogada, ou criava a jogada", contou Leonardo Silva.

Com a vitória do Lanús por 3 a 2 no tempo normal, o jogo foi para a prorrogação. Mas o Atlético-MG, diante de um Mineirão lotado, não se abateu e foi buscar a virada. O resultado positivo por 4 a 3 veio com gol de Luan, em bola desviada no adversário Gustavo Gómez, hoje no Palmeiras, e gol contra de Ayala. O triunfo garantiu o troféu.

"Enfrentar uma equipe argentina, independente dos anos, é sempre difícil. Acho que o comparativo para mim (entre aquela Recopa e a atual Sul-Americana) é esse. Independentemente das circunstância do Lanús ou de qualquer equipe argentina, é sempre uma tarefa difícil enfrentá-los, pela forma de jogar, a qualidade, a catimba, atmosfera", analisou Leonardo Silva.

"Vai ser um jogo que ninguém jogará em casa, mas vai ser muita estratégia, muita intensidade. Em relação a esse jogo (Recopa), foi muito disso: de enfrentar com intensidade uma equipe que gosta desse tipo de partida para não ser surpreendido e poder reverter qualquer situação dentro do duelo", completou.