Vice-campeão da Copa do Brasil, da CONMEBOL Libertadores e apenas no 13° lugar do Campeonato Brasileiro, o Atlético-MG não tem mais chances de disputar a principal competição da América do Sul em 2025.
Com isso, o próximo ano do Galo não deverá ser nada fácil, ao menos no campo das finanças. Em entrevista concedida ao GE ainda antes da decisão da Libertadores contra o Botafogo, Rafael Menin, um dos chamados 4’Rs do Atlético-MG, falou em “ano duro” e de “orçamento um pouco mais difícil” sem a vaga na Libertadores.
O dirigente explicou também a respeito da dívida da SAF e que “não dá para fazer loucuras” no mercado.
“A conta do Galo é uma conta muito difícil. A gente inclusive é muito cobrado, que a gente deveria investir mais, a despeito de ser o que vem investindo nos últimos três, quatro anos, um valor muito parecido por volta de 500 milhões por ano no futebol, mas não dá pra gente fazer loucura”.
“A gente tem que ter os pés no chão, ter a consciência, a boa consciência, em relação à receita. A gente fez uma SAF no ano passado, que foi muito importante. O Galo tinha uma dívida de mais de dois bilhões de reais e vai terminar o ano com uma dívida pouca acima de um bilhão, mas ainda é uma dívida muito grande”.
“A gente tem um investimento já muito grande, temos ainda uma despesa financeira com juros muito elevada e a gente tem que continuar trabalhando para reduzir ano após ano a dívida do clube”, explicou Rafael Menin.
O dirigente disse ainda que o Galo não deverá fazer grandes investimentos em reforços para o próximo ano.
“De novo, a gente não tem mudanças grandes. O Galo sempre prefere essa continuidade e ajustes pontuais. De novo, a gente acredita muito no elenco que nós temos, profissionais de muito caráter, de muita qualidade, mas sempre tem uma mudança ou outra no final do ano. E a gente procura sempre acertar mais e errar o mínimo possível”, explicou.
“A gente está fazendo uma retrospectiva do ano. A gente disputou o Mineiro, ganhamos do nosso grande rival na casa deles, de virada. De fato, o desempenho do Brasileiro é muito ruim, é indiscutível. A gente pode dizer que é verdade, que jogou durante muitas partidas, quase metade do campeonato, com o time muito mexido”.
“A gente acredita em todo o elenco, temos jogadores muito bons, mas quando você passa a ter 14, 15 jogadores de linha para integrar o time, é claro que você sai em desvantagem. Já a Copa do Brasil, é claro que é muito triste, diria que arrasado perder uma decisão dentro da Arena MRV. Seria o primeiro grande título dentro da Arena. Infelizmente não deu, mas chegamos na final”, finalizou.
O Atlético-MG está em 13° no Campeonato Brasileiro e, restando duas rodadas para o final, ainda pode conseguir uma vaga na próxima edição da CONMEBOL Sul-Americana. O próximo desafio do clube mineiro será contra o Vasco, em São Januário, nesta quarta-feira (4), às 19h.
Próximos jogos do Atlético-MG:
Vasco (F) - 04/12, 19h (de Brasília) - Brasileirão
Athletico-PR (C) - 08/12, 16h (de Brasília) - Brasileirão
