Barcelona retorna nesta quinta-feira (17) à Europa League; relembre a participação na Copa da Uefa 2003/04
Nesta quinta-feira (17), o Barcelona recebe o Napoli, às 14h45 (de Brasília), em jogaço pela ida dos 32-avos de final da Uefa Europa League. A partida terá transmissão ao vivo pela ESPN no Star+.
Será o retorno do Barça à "2ª divisão europeia" após quase duas décadas, já que a última vez que a equipe blaugrana disputou uma competição continental sem ser a Champions League foi em 2003/04.
Na ocasião, o clube do Camp Nou vinha de uma tenebrosa temporada 2002/03, na qual terminou LaLiga apenas na 6ª colocação. A diretoria demitiu o técnico Louis van Gaal, que vinha há anos no cargo, e a decisão foi de executar uma boa reformulação para o ano seguinte.
Com isso, chegou o técnico Frank Rijkaard, acompanhado de reforços de peso, como Ronaldinho Gaúcho, Rafa Márquez, Ricardo Quaresma e Edgar Davids. Além disso, alguns nomes promissores foram promovidos da base para o profissionais, como um tal Andrés Iniesta.
Eles se somaram a uma boa base de atletas talentosos, como o lateral Michael Reiziger, o zagueiro Carles Puyol, os meias Xavi (hoje técnico do Barça), Luis Enrique e Phillip Cocu e os atacantes Javier Saviola e Patrick Kluivert.
Ao mesmo tempo, vários "medalhões" deixaram a equipe, como o goleiro Roberto Bonano, o zagueiro Frank de Boer, e os meio-campistas Fábio Rochemback, Geovanni e Juan Román Riquelme.
O "novo Barcelona" encaixou bem, e a temporada 2003/04 foi bem melhor que a anterior, apesar da falta de títulos. Em LaLiga, por exemplo, os culés conseguiram o vice-campeonato, ficando atrás apenas do Valencia.
Era um prenúncio da "era de glórias" que viria nos anos seguintes, quando o Barça voltaria a dominar a Europa.
A participação na Copa da Uefa
Como terminou apenas em 6º lugar na temporada 2002/03, o Barcelona não se classificou para a Champions de 2003/04. O prêmio de consolação foi disputar a Copa da Uefa, nome antigo da Europa League.
Ao contrário do que fazem muitos gigantes quando têm que jogar a "2ª divisão europeia", o clube espanhol disputou a competição de forma séria, escalando seus titulares até mesmo na 1ª fase do torneio, contra o minúsculo Matador Púchov, da Eslováquia.
O resultado disso foi uma verdadeira demolição: no jogo de volta contra os eslovacos, a equipe barcelonista enfiou um impiedoso 8 a 0, com hat trick de Ronaldinho.
Na fase seguinte, o Barça teve vida fácil novamente. Contra o pequeno Panionios, da Grécia, o elenco de Frank Rijkaard avançou facilmente com vitórias por 3 a 0 fora e 2 a 0 em casa.
Nos 16-avos de final, veio um adversário de tradição um pouco maior (mas nem tanto): o Brondby, da Dinamarca. Novamente, os blaugranas conseguiram a classificação sem grandes sustos: 1 a 0 fora, com gol de Ronaldinho, e 2 a 1 no Camp Nou.
Só a partir das oitavas o Barcelona se mediu contra um rival de peso maior: o Celtic, da Escócia. E seriam os alviverdes os responsáveis pela eliminação culé na Copa da Uefa.
No jogo de ida, os escoceses ganharam por 1 a 0 no Celtic Park, graças a um histórico gol do atacante Alan Thompson. Na volta, a retranca britânica segurou o Barça, que não conseguiu sair do 0 a 0, mesmo com Xavi, Luis Enrique e Ronaldinho em campo.
Era o fim da participação dos catalães na competição europeia.
O Celtic acabaria eliminado na fase seguinte, pelo surpreendente Villarreal, enquanto o campeão foi o Valencia, melhor time da Espanha na época. Os Ches ganharam a final do Olympique de Marselha, que tinha Didier Drogba no comando de ataque, na grande final disputada em Gotemburgo, na Suécia.
