Inspirado no futebol europeu, investidor pretende criar novo time acima da equipe sub-20
O Botafogo terá um time B. Foi o que garantiu John Textor, investidor na SAF (Sociedade Anônima do Futebol) alvinegra, à coluna “Negócios do Esporte”, do jornalista Rodrigo Capelo, no Ge.
O empresário revelou detalhes modelo de equipe que pretende implementar no Alvinegro, inspirado no futebol europeu. A prática já é adotada, por exemplo, em clubes como Real Madrid e Bayern de Munique.
A ideia, segundo o norte-americano, é que o time B dê oportunidade para jogadores que já passaram da idade das categorias de base, mas que ainda não conseguiram espaço entre os profissionais. Além disso, o novo plantel pode ajudar na transição de atletas lesionados.
''Nós vamos acrescentar times para o Botafogo. Um time B, como existe em Portugal. Eles não são apenas o time reserva, são jogadores que estão lutando, talvez sejam mais jovens ou em reabilitação médica, mas que estão lutando para chegar ao time principal. Então vamos crescer o nosso estafe, vamos identificar pessoas talentosas que já existem lá dentro atualmente e vamos criar empregos para elas. Nós precisamos ter um time principal, um time B, os melhores na categoria sub-20 também'', afirmou Textor.
Questionado sobre a busca por um novo treinador para a vaga deixada por Enderson Moreira, demitido após a derrota por 2 a 1 para o Fluminense, na última quinta-feira (10), o empresário admitiu conversas com o português Luís Castro, do Al Duhail, do Catar, conforme havia sido divulgado pelo ESPN.com.br, e detalhou o perfil que, para ele, melhor se encaixa no atual momento do clube.
''Já saiu na imprensa que nós falamos com o Luís Castro. Nós falamos com vários treinadores, com técnicos em Portugal, na Europa. Falamos também com duas situações no Brasil... Eu diria que um dos problemas que percebemos é que você pode encontrar um ótimo técnico, mas um ótimo técnico nem sempre vem com uma ótima equipe''
''Você pode encontrar o melhor treinador e ele pode estar sentado em uma restaurante no Rio de Janeiro, mas se ele não tiver a equipe certa, se ele não tiver o sistema certo... Porque nós temos o risco de ter um grande time de agregados, temos o que risco de esperar que haja uma comunicação perfeita, química entre os assistentes. Frequentemente as substituições durante o jogo são feitas pelo o que o assistente vê e não pelo o que o técnico vê. Essa coordenação, essa química entre a equipe, precisa estar presente. Procuramos técnicos ao redor do mundo, mas o que realmente estamos buscando é um sistema inteiro, uma equipe completa'', concluiu Textor.
Depois de vencer o Vasco por 1 a 0 no último domingo (13), o Botafogo volta a campo na próxima quinta-feira (17) para enfrentar o Resende, às 18h (de Brasília), no Nilton Santos.
