Ex-técnico do Corinthians relembrou vitória sobre o Chelsea em 2012, no Japão, e revelou ter cometido erro no fim do jogo
No dia 16 de dezembro de 2012, em Yokohama, no Japão, o Corinthians derrotou o Chelsea por 1 a 0 e se sagrou bicampeão do Mundial de Clubes. O único gol da partida foi anotado pelo atacante peruano Paolo Guerrero, que fez de cabeça aos 24 do 2º tempo e garantiu o título para o Timão.
Em entrevista ao programa The Coaches' Voice, Tite, atual técnico da seleção brasileira e que comandava o clube paulista à epoca, revelou que cometeu um erro que, por pouco, não comprometeu a sua equipe contra os ingleses. E ele aconteceu aos 45 minutos da etapa final.
Narrando a jogada durante a entrevista, o ex-técnico do Corinthians lembrou de lance que terminou em gol de Fernando Torres, no fim do jogo. Por sorte, o atacante espanhol estava impedido e o tento foi anulado, porém, na visão de Tite ele poderia ter sido evitado, caso não tivesse dado uma instrução a um dos dois jogadores que colocou em campo na partida.
Primeiro, Tite comentou sobre a saída do herói, Paolo Guerrero, que deixou o campo aos 41 minutos do 2º tempo, para a entrada do atacante argentino Juan Martínez.
"A retirada do Guerrero foi porque ele estava com um trauma e sentiu a parte interna do seu ligamento. Aliás, a última parte do jogo preparatório que nós fizemos, foi contra o São Paulo e ele saiu com um problema no joelho, recuperou, um grande trabalho do estafe, departamento médico, fisioterapeutas, foi fundamental para que ele estivesse bem. Aquele problema ficava, era um resquício, eu ia fazer a troca para a saída do Emerson (Sheik), inicialmente, que depois acabou saindo, e do Guerrero, aí ele sentiu e fez a troca", começou por dizer.
Na segunda substituição, que aconteceu exatamente aos 45 minutos do 2º tempo, Tite sacou Emerson Sheik e, no seu lugar, colocou o zagueiro Wallace Reis. Foi aí que, logo na sequência, aconteceu o lance de Torres.
"A outra troca foi um erro que cometi, mesmo dando certo por vezes o resultado, ele te mostra uma outra faceta e não faria o que fiz novamente. Tinha entrado o Martínez, porque tecnicamente era um bom jogador para reter a bola na frente no lugar do Guerrero, e tinha ficado Martínez e Emerson. Aí sai o Emerson, tinha ficado só o Martínez. O que eu faço? 45 do 2º tempo, entra o Wallace e eu digo, Wallace, lado direito, 3 zagueiros e deixo o Chicão de líbero. O que isso gera? O que antes eram coberturas curtas, de 4 defensores que estão coordenadas, ela passa a ter um quinto jogador que, não necessariamente por ter um jogador a mais que você terá melhor eficiência defensiva, e aí acontece um lance, numa bola alçada do adversário, em que o Fernando Torres faz o gol em impedimento, de cabeça. Se acontece o gol e nós perdemos o título, eu não tinha tido a experiência suficiente para entender o jogo, como eu entendo agora, e eu estaria carregando comigo um peso na consciência muito forte, que eu não teria ajudado a equipe", prosseguiu.
Por último, o atual comandante da Amarelinha revelou o que, no fim das contas, deveria ter feito naquele momento do jogo, passada uma década desde o ano daquela final.
"O que se pode fazer? Deixa a linha de 4 defensiva e baixa o externo, do outro lado, mas mantém a sua faixa central, naquilo que os jogadores defensivos precisam de coordenação, jogar sem pensar, e com um nível e margem de erro muito baixa. Esse erro de colocar esse jogar, mesmo tendo sido aos 45 do 2º tempo, sim, eu cometi. Felizmente, não transcorreu o erro", finalizou.
Vice-campeão para o Corinthians em 2012, o Chelsea volta a enfrentar um brasileiro na final do Mundial de Clubes neste sábado (12). A partir das 13h30, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, os ingleses enfrentam o Palmeiras em busca do título inédito.
