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Jogo das eliminatórias da Copa tem sensação de 29 graus negativos e obriga dupla de Honduras a sair no intervalo

Duelo entre Estados Unidos e Honduras foi jogado em Minnesota com sensação térmica que chegou aos -29ºC


As eliminatórias da América do Norte e Central para a Copa do Mundo foram o centro das atenções na noite desta quarta-feira por um motivo inusitado - e bem gelado. Os Estados Unidos venceram Honduras no Allianz Field, em Minnesota, mas o jogo ficou marcado por outro fato: o frio intenso. Com temperatura de -17°C, chegando a ter sensação térmica de -29°C, os jogadores chegaram a passar mal.

Dois jogadores de Honduras tiveram que ser substituídos no intervalo com hipotermia por conta da temperatura do estádio. Eles tiveram que tomar soro nos vestiários para se recuperarem.

“Dois jogadores da seleção nacional não regressaram à segunda parte do jogo de qualificação contra os Estados Unidos devido às condições meteorológicas extremas prevalecentes no estádio”, escreveu o perfil da federação hondurenha no Twitter.

A situação, claro, deixou a seleção de Honduras revoltada.

"Não é normal. É inconcebível que um poderoso, em todos os sentidos, te traga aqui para fazer um jogo e sacar o resultado que precisa. Tenho nos vestiários dois garotos com mal-estar. Alguns tomando soro. O futebol não é para sofrer. Jogar assim não serve!", reclamou Hernán Darío Gomez, treinador de Honduras.

No lado dos Estados Unidos, alguns jogadores chegaram a atuar de máscara para se protegerem do frio no local, incluindo Weston McKennie, da Juventus, que marcou o primeiro gol do jogo.

O técnico Gregg Berhalter, porém, mesmo sabendo das condições climáticas do local, explicou que a escolha pelo estádio foi proposital para que a torcida fosse ostensivamente a favor de sua seleção.

"Nós demos a Honduras e aos árbitros equipamentos para jogar no frio, tentamos tornar o ambiente seguro para eles jogarem. Quando agendamos o jogo para esse lugar, esse (o frio extremo) era o melhor palpite. Nós queríamos minimizar a viagem. Sabíamos que jogaríamos no frio nas duas primeiras partidas (da Data Fifa) e decidimos fazer isso no terceiro jogo também, ao invés de trocar o clima. Mas uma onda ainda mais fria chegou e não podemos controlar isso. Só podemos controlar o uso de equipamentos para o frio, e fizemos isso", disse Berhalter.

"Nós descemos para países com 32ºC e 90% de humidade e nossos caras ficam desidratados, com câimbras e indo à exaustão pelo calor. Essa é a natureza da competição. De novo: nós queríamos minimizar as viagens e tentar manter o clima consistente nos três jogos. Esse era o nosso foco. E, depois, a terceira coisa mais importante era vencer nossos jogos em casa", completou.