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Vítima de Robinho fala após condenação de atacante: 'Mulheres, denunciem. Não tenham medo de seus agressores'

Após condenação na Itália, Robinho pode ter prisão executada no Brasil


A Corte de Cassação de Roma, última instância da justiça italiana, condenou Robinho e Ricardo Falco, amigo do jogador, a nove anos de prisão por conta de violência sexual cometida contra uma mulher albanesa em uma boate em Milão, em 2013.

Em entrevista ao UOL, a vítima, que não quis se identificar, falou sobre o caso.

"Mulheres, denunciem, não tenham medo de seus agressores porque diante de cada agressor há outras dez pessoas boas prontas a te ajudar: um amigo, um familiar, um policial competente, um juiz, mas, sobretudo, a Justiça", disse.

"Mesmo que ela (Justiça) não seja totalmente reconfortante, porque nunca pagará a dor, a raiva ou fará você voltar a ser a pessoa que era antes, a Justiça será reconfortante para outra mulher. Uma mulher que pode ser nossa mãe, nossa amiga, nossa irmã ou nossa filha. Só denunciando podemos evitar que isso volte a acontecer", afirmou.

A sentença é definitiva, não cabe mais recurso e a execução da pena é imediata. Com isso, a justiça italiana poderá pedir a extradição de Robinho e Ricardo.

Nesta quinta-feira (20), em entrevista ao site ge, o diretor-geral de relações internacionais e cooperação judiciária do Ministério da Justiça italiano, Stefano Opilio, afirmou que a execução da prisão de ambos no Brasil será pedida.

“Não se trata de Robinho, um jogador conhecido. Essa é uma atividade cotidiana, que fazemos centenas de vezes por dia. São muitos casos como o dele”, afirmou Opilio.

Após a condenação, Jacopo Gnochi, advogado da vítima, comemorou o fato e fez um apelo à justiça brasileira.

"Mais de 15 juízes analisaram o caso em primeira, segunda e terceira instância e confirmaram o relato da minha cliente. Agora é preciso ver como será o cumprimento dessa pena, o Brasil é um grande país e espero que saiba lidar com essa situação", disse o advogado.

"Para nós, a sentença deve ser cumprida. Se fosse na Itália, ele iria para a prisão. Agora a bola estará com o Brasil, que tratará isso com base na sua Constituição", completou.