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PSG: Pochettino é o próximo? De Ancelotti a Tuchel, relembre técnicos que clube 'fritou' em projeto bilionário

Segundo a imprensa francesa, o técnico argentino não permanecerá no cargo para a próxima temporada. Relembre outros treinadores que também foram 'fritados' no PSG


Há um pouco mais de um ano no comando do Paris Saint-Germain, o técnico Mauricio Pochettino mal chegou, mas já vem tendo a sua continuidade colocada em xeque ao final da atual temporada europeia. Segundo a imprensa francesa, nem mesmo um eventual título da Champions League deve fazer a diretoria do clube parisiense mudar de ideia, trazendo Zinedine Zidane para a vaga.

Enquanto o martelo ainda não é batido, o argentino segue no cargo e, neste domingo (9), a partir das 16h45, com transmissão ao vivo pela ESPN no Star+, encara o Lyon fora de casa pela Ligue 1.

Esta, porém, não é a primeira vez que um treinador é "fritado" no clube francês enquanto ainda está no cargo. Comprado em 2011 por um fundo de investimento bilionário do Catar e, desde então, presidido por Nasser Al-Khelaïfi, o PSG já teve todo o tipo de técnico, desde os "de grife" aos da chamada "nova geração". Todos eles, porém, deixaram o Parque dos Príncipes antes do previsto.

O primeiro a aceitar o desafio, e que basicamente viu nascer o projeto bilionário do clube, foi o italiano Carlo Ancelotti. Atualmente no Real Madrid, ele ficou por lá entre janeiro de 2012 a junho de 2013. Desde aquela época, a pressão pela conquista do título da Champions, que até hoje não veio, era gigantesta.

Apesar do título do Campeonato Francês na temporada 2012/13, Ancelotti deixou o comando da equipe ao final daquela temporada, alegando que a diretoria do PSG "não acreditava no projeto". Durante a sua passagem, o italiano foi bastante pressionado pelos resultados na Champions.

"Não fizemos um trabalho ruim, ganhamos a Liga, mas os dirigentes não estavam felizes. A partir dali, me dei conta de que não acreditavam no projeto, pensavam mais em resultados imediatos. Estavam ansiosos, enquanto o PSG precisava seguir trabalhando a médio e longo prazo. O clube não devia pensar em ganhar de imediato a Liga dos Campeões. Quando estava lá, cada jogo que perdia acabava em brigas a gritos", disse o treinador após a sua saída do PSG, em entrevista dada à revista "So Foot", em 2013.

Após a saída de Ancelotti, quem veio foi Laurent Blanc. O francês ficou três temporadas no PSG, conquistando o tricampeonato da Ligue 1 (2013/14, 2014/15 e 2015/16), mas que não foi suficiente para a continuidade do seu trabalho por lá.

Blanc chegou a ter o seu contrato renovado até junho de 2018 meses antes da sua saída, feita de maneira amigável, mas a eliminação para o Manchester City, nas quartas de final da Champions League 2015/16, pesou - e muito - para a sua demissão. Antes de definir a saída do treinador, o próprio Al-Khelaïfi deu uma entrevista ao jornal "Le Parisien" externando a sua vontade de iniciar um novo ciclo no comando da equipe.

"O apoiei [Blanc] durante três anos, mas agora temos que ver como construímos um grupo forte na Europa. Reflexiono diante do ocorrido e, sim, temos que fazer grandes mudanças e fazê-las nesta temporada. Depois de cinco anos temos que começar um novo ciclo. Não vou falar, porém, de casos em particular, mas grandes mudanças se aproximam. Um novo ciclo começa, já verão", disse na época.

Em junho de 2016, o espanhol Unai Emery foi trazido para a vaga de Blanc. Foram sete títulos conquistados ao longo de dois anos no PSG, mas o fato de ter sido eliminado duas vezes consecutivas nas oitavas de final da Champions também pesou. Uma delas, inclusive, em confronto contra o Barcelona que contou com atuação de gala de Neymar, que na época ainda defendia a equipe catalã.

Meses depois, o brasileiro foi treinado por Emery no PSG. Kylian Mbappé também chegou no mesmo período. Mesmo assim, o espanhol não levou a sua equipe aos resultados esperados e anunciou a sua saída, ao final da temporada 2017/18, meses antes. O treinador foi mais um a ser "fritado" no cargo e a ir embora mais cedo.

Por último na lista, veio o alemão Thomas Tuchel, que ficou entre junho de 2018 a dezembro de 2020, sendo demitido seis meses antes do término do seu contrato. O treinador foi quem chegou mais perto do tão sonhado título da Champions pelo PSG, na temporada 2019/20, com o vice-campeonato para o Bayern de Munique, mas houve um enorme desgaste entre ele, a diretoria e inclusive os jogadores.

Por ironia do destino, Tüchel foi demitido logo após uma goleada por 4 a 0 sobre o Strasbourg, pelo Francês. O diretor esportivo Leonardo foi quem comunicou a decisão. Em seguida, foi para o Chelsea, onde conquistou a Liga dos Campeões 2020/21. Emery, por sua vez, na mesma temporada levantou o troféu da conquista da Europa League com o Villarreal.