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Entenda por que dificuldade do Palmeiras na busca por novo centroavante vai além do dinheiro e envolve 'risco' interno

ESPN.com.br apurou quais as questões que envolvem a chegada de um novo centroavante ao elenco do Palmeiras em 2022


Atual bicampeão da Conmebol Libertadores e na iminência de disputar mais uma edição do Mundial de Clubes da Fifa, o Palmeiras segue em busca de novos reforços para a temporada. O questionamento sobre a chegada de um camisa 9 'matador' domina as redes sociais e tem deixado boa parte dos palmeirenses irritados com uma possível demora da diretoria em contar com um reforço de peso.

Na última quarta-feira (5), em entrevista coletiva realizada na Academia de Futebol, Anderson Barros, diretor de futebol do Palmeiras, explicou quais os empecilhos encontrados pela atual gestão na hora de contratar um camisa 9 que chegue para atender um antigo pedido do técnico Abel Ferreira.

"O maior desafio é a responsabilidade da contratação. Não podemos errar, no sentido de que o Palmeiras sofra com uma contratação que não dê certo", disse o dirigente. O ESPN.com.br apurou que, apesar das explicações de Barros, as questões que envolvem a chegada de um camisa 9 são um pouco mais complexas.

O grande 'x da questão' em um primeiro momento são os valores encontrados no mercado internacional. Conforme apurado pela reportagem ainda em meados de dezembro, os valores de contratação por nomes como Taty Castellanos, do NYFC, e João Pedro, do Cagliari, rondam em torno dos R$ 110 milhões cada, considerado 'muito alto' pela cúpula de futebol.

Porém, a conta é ainda maior quando são inseridas questões como salários, luvas e premiações. O custo mensal por atletas deste porte pode alcançar até mesmo os R$ 3 milhões ao mês, valor novamente tido como 'impagável' pela diretoria palmeirense.

Mesmo sendo um dos clubes com maior valor de arrecadação no país, o Palmeiras adotou, a partir de 2020, uma política de austeridade financeira, com drástica redução de custos, aproveitamento das categorias de base e corte de gastos. A ideia do clube é se 'manter saudável e competitivo' por longos anos.

O ESPN.com.br apurou ainda que a possível chegada de um reforço de peso, com um salário fora dos padrões, poderia 'quebrar' de certa forma com o clima harmonioso e de união que passou a ter nos últimos meses. Sob a filosofia 'Todos somos um', aplicada por Abel Ferreira no primeiro semestre de 2021, o grupo ganhou força coletiva, fundamental, por exemplo, para a conquista da Libertadores.

Por fim, a diretoria de futebol do Palmeiras não age com pressa para não cometer erros que possam causar prejuízos milionários ao clube a longo prazo.

De 2017 até o momento, com aquisições de nomes como Borja (R$ 33 milhões), Deyverson (R$ 18 milhões) e Carlos Eduardo, este em 2019 (R$ 25,2 milhões), o Palmeiras acumulou prejuízos, uma vez que não teve o retorno técnico e esportivo esperado após gastar mais de R$ 76 milhões nos três reforços.

O Palmeiras entende que o elenco precisa estar fechado até meados de abril, data de início da Conmebol Libertadores. Até lá, a tendência é que o clube siga na busca por um centroavante 'certeiro', mas que se adapte às condições atuais do formato de gestão do clube.