<
>

Flamengo: Paulo Sousa é 'romântico do futebol', pupilo de Felipão, treinou Lewa e gosta que os times dominem os rivais; veja o perfil

play
'É compreensível a revolta da federação polonesa com o Paulo Sousa', afirma Raphael Prates (2:04)

Jornal "Przeglad Sportowy", um dos mais tradicionais do segmento esportivo na Polônia, repercutiu o acordo do técnico português com o Rubro-Negro (2:04)

Treinador português de 51 anos está acertado com o Flamengo para 2022


O Flamengo está acertado com um novo treinador para 2022. Trata-se de Paulo Sousa, que estava na seleção polonesa e resolve os últimos detalhes - entre eles a liberação da Polônia - para ser oficialmente anunciado. E o português de 51 anos tem uma carreira extensa no futebol. Foi companheiro de Zinedine Zidane na Juventus, auxiliar de Felipão e comandante de Lewandowski.

O ex-meia iniciou a carreira no Benfica, onde atuou entre 1989 e 1993. Na temporada 1993-94, rumou ao rival Sporting, antes de chegar à Juventus.

Na Velha Senhora, viveu, talvez, o grande momento da carreira. Ao lado de nomes como Didier Deschamps, Antonio Conte e Del Piero, conquistou a Champions League ao bater o Ajax na final por 4 a 2 nos pênaltis após empate por 1 a 1 no tempo normal.

Ainda em 96, o português viu um grande astro chegar a Turim: Zinedine Zidane. No entanto, não durou muito a parceira, já que na temporada 1996-97, Paulo Sousa chegou ao Borussia Dortmund, onde venceu outra Champions.

Antes de encerrar a carriera no Espanyol, na temporada 2001-02, o ex-meia atuou por Inter de Milão, Parma e Panathinaikos.

play
2:57

Eugênio Leal analisa Paulo Sousa: últimos trabalhos, ideias e 'alma de explorador'

Aos 51 anos, ele acumula passagens por clubes da Europa, em especial na Inglaterra. Paulo Sousa já treinou o QPR e o Leicester City, além do Swansea, de País de Gales.

Passagem pela seleção portuguesa

Entre 1991 e 2002, Paulo Sousa foi chamado para integrar a seleção de Portugal. Ao todo foram 51 jogos, além de disputar duas vezes a Eurocopa, em 1996 e 2000, e uma Copa do Mundo, em 2002.

Pupilo de Felipão e passagem por clubes europeus

Depois de se aposentar, Paulo Sousa investiu na carrera de treinador. Entre 2005 e 2008, foi treinador da seleção sub-16 de Portugal. Ainda em 2008, foi auxiliar de Felipão na seleção lusitana na disputa da Eurocopa.

A carreira como treinador, em clubes, iniciou em novembro daquele ano, ao assumir o Queens Park Rangers, da segunda divisão inglesa. No Reino Unido, também passou pos Swansea e Leicester City.

De lá, o português rumou para o Videoton FC, da Hungria, onde ficou de julho de 2011 a janeiro de 2013 e conquistou os primeiros títulos da carreira. Depois, teve uma temporada no Maccabi Tel Aviv, de Israel, onde venceu o Campeonato Israelense, de 2013-14. O técnico também foi campeão nacional no Basel, da Suíça, em 2014-15.

play
2:20

Paulo Sousa no Flamengo; veja os números dos últimos trabalhos do treinador português

A intenção do Flamengo é ter Paulo Sousa já na reapresentação do clube, marcada para o dia 10 de janeiro, no Ninho do Urubu. O treinador ficará alguns dias na Europa para agilizar questões burocráticas e finalizar a mudança.

Da Suíça, rumou para a Fiorentina, onde ficou por duas temporadas. Depois, passou pelo Tianjin Tianhai, da China, e voltou para a Europa, trabalhando no Bordeaux, onde ficou até agosto de 2020.

Comandante de Lewandowski

Em janeiro de 2021, Paulo Sousa teve a grande chance como treinador em sua carreira. O português assumiu o comandou da seleção da Polônia e, por lá, teve a oportunidade de treinar Robert Lewandowski.

Na Eurocopa, no entanto, a campanha foi decepcionante. No grupo E, ao lado de Suécia, Eslováquia e Espanha, a seleção polonesa terminou na lanterna, sem vencer nenhum confronto.

Para a Copa do Mundo de 2022, a equipe irá disputar a repescagem após terminar em segundo lugar na chave da Inglaterra, que se classificou diretamente. O primeiro adversário será a Rússia.

'Romântico do futebol'

Sobre o estilo de jogo, Paulo Sousa se define como um 'romântico do futebol'. O treinador, em entrevista ao site 'Tribuna Expresso', defendeu um estilo ofensivo de jogo e de domínio sobre os adversários, pretendido pelo Flamengo.

"Gosto de ver as minhas equipes expressando todo o seu conteúdo romântico ou poético, individual e coletivo, de forma a que tenham domínio sobre o adversário e esse domínio tem muito a ver, no meu ponto de vista, com espaço e com tempo. Requer, sem dúvida, uma inteligência tática importante. Procuramos ter uma identidade comum em todas as equipes, onde essa base permita ao indivíduo a tomada mais rápida de decisões perante esse tempo e espaço para que essa expressão poética possa ser a base do individual".

"É estar o maior tempo possível no meio-campo adversário e que, através da identidade comum e do dinamismo coletivo, a expressão individual possa fazer diferença no último terço do campo, porque o expoente máximo do futebol é o gol. Então, é também a capacidade de produzir inúmeras ocasiões de gol para entusiasmar quem joga e, sobretudo, quem vai ao estádio. Eles (torcedores) são sempre a alma de tudo o que é o futebol e ter a maioria dos estádios sempre cheios é, para mim, uma realização única. Pretendo, através do futebol e da ideia de futebol que procuro para as minhas equipes, que as pessoas estejam em maior número nos estádios", finalizou.