Em entrevista ao ESPN.com.br, Guilherme Siqueira contou sobre a motivação que o Atlético de Madrid teve em goleada contra o Real, graças a Cristiano Ronaldo
Atlético de Madrid e Real Madrid é uma das grandes rivalidades do futebol espanhol, com capítulos que ganharam mais força nos últimos anos. Neste domingo (12), às 17h (de Brasília), com transmissão pela ESPN no Star+, um novo será escrito. Em fevereiro de 2015, a história contada foi de uma goleada motivada por uma festa no outro lado.
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LaLiga entrava em reta final. Na temporada anterior, o Real tinha conquistado ‘La décima’ da Champions League sobre os rivais. Mas no mês de janeiro, os colchoneros tiraram os merengues da Copa do Rei.
Eis que, no dia 7 de fevereiro, o time comandado por Diego Simeone receberia Cristiano Ronaldo e cia. no Vicente Calderón para mais um enfrentamento. No placar final, 4 a 0 para o time da casa, com show de Tiago e Griezmann.
Acontece que o Atleti chegou para a partida com motivação extra. Em entrevista ao ESPN.com.br, o ex-lateral Guilherme Siqueira revelou que uma festa de aniversário de Cristiano Ronaldo fez com que o ambiente se inflasse para os colchoneros.
"Sem dúvida alguma [havia o sentimento de revanche]. Eu lembro de uma história engraçada, no 4 a 0 [para o Atlético] foi o dia que o Cristiano Ronaldo preparou uma festa de aniversário dele, e ele convidou todo o plantel do Real Madrid. Chegou aos nossos ouvidos de que haveria uma festa após o jogo. Acho que o jogador de futebol não tem que ter motivação extra porque o fato de estar ali, representar uma equipe desse tamanho não é preciso de motivação”, disse.
“Mas confesso que foi falado no vestiário e nós falamos 'vamos colocar água no chopp do homem [Cristiano Ronaldo] porque está tudo muito fácil'. Foi uma repercussão bem interessante porque uma coisa é perder um clássico, outra é perder da maneira como foi. Eu lembro que nós fizemos o quarto gol, e o Tiago foi pegar a bola porque ele queria fazer o quinto. A vontade que nós tínhamos, não só de ganhar, mas sim desempenhar um bom papel contra o Real Madrid era absurdo", completou.
Siqueira ainda lembrou que, para jogos como esse, a preparação era especial. E o gosto das vitórias também era sempre melhor.
“A gente sempre preparava os jogos de uma forma que incomodasse muito o adversário, isso o Simeone fazia na perfeição, como a gente surpreenderia uma equipe como a do Real. Então sabíamos que para aquele jogo, o nosso estádio, o Calderón, era um gramado talvez não do nível do Bernabéu, sabíamos onde estavam os pontos fracos deles, se é que existem [risos], mas a gente sempre tentava estudar de uma forma muito detalhada por onde se poderia entrar”, afirmou.
“E acho que nós conseguimos nesse dia fazer a perfeição, focamos muito no que tínhamos que fazer. E o estádio cheio, faz 1 a 0, o estádio vem abaixo, a motivação aumenta, vem o segundo então, falamos: 'Vambora, achamos o atalho'. E esse 4 a 0 não foi só o resultado, foi um espetáculo lindo, muito bonito e sabemos o que representa para o torcedor do Atlético de Madrid dérbi, tem sempre um sabor especial", finalizou.
