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Guerras internas e mais: jornal publica bastidores que fizeram Juninho Pernambucano deixar cargo de diretor no Lyon

Ex-jogador e ídolo do Lyon deixará de seguir como diretor de futebol do clube a partir de janeiro de 2022


Juninho Pernambucano não esperou o fim da temporada e adiantou que deixará o Lyon em janeiro. E o jornal "L'Equipe" trouxe os bastidores que fizeram o brasileiro desistir de seguir como diretor de futebol do clube, que encara o Rangers, nesta quinta-feira (9), às 14h55, pela Europa League, com transmissão ao vivo pela ESPN no Star+.

De acordo com a publicação, vários favores irritaram Juninho no período em que ficou responsável pelo cargo de diretor de futebol desde a temporada 2019/20. Resultados ruins colaboraram, mas as guerras internas e que fugiam do tema trabalho o fizeram abandonar o barco.

Semifinalista da Champions League em 2020, o Lyon conseguiu se recuperar após um início de temporada ruim. Na época em que vivia um momento de instabilidade, Sylvinho foi demitido com apenas 11 jogos. E Juninho carregou por muito tempo, mesmo com a recuperação da equipe, a culpa interna pela escolha do compatriota que não deixou saudades.

O nome escolhido para a função de Sylvinho foi Rudi Garcia, responsável por organizar a equipe e levar o Lyon até a semifinal da Champions League. Só que a relação com Juninho era longe de ser das melhores.

De acordo com Garcia, Juninho queria que os atletas que havia contratado, em especial os brasileiros Jean Lucas e Bruno Guimarães, jogassem a todo custo. Algo que o treinador não aceitou e o acusou de agir pelas costas.

"Descobri que quando as contratações brasileiras não jogavam, ele [Juninho] não ficava contente. Ele preferia ganhar com os seus jogadores. O Paquetá foi indispensável e continuou [no time]. Mas quando o Bruno jogou um pouco menos, isso criou um problema. Tive que administrar. Ele [Juninho] faz as coisas pelas minhas costas, fala com os jogadores pelas minhas costas, permite que alguns me critiquem, como Jean Lucas. Faltou objetividade e igualdade de tratamento", disse Rudi.

Outro fator que não agradou Juninho foi a nomeação de Vincent Ponsot como gerente geral de futebol. Ele era uma espécia de braço-direito do presidente Jean-Michel Aulas.

Todos esses fatores fizeram Juninho se desgastar na função de diretor de futebol do Lyon. De acordo com o jornal, a confirmação da saída foi feita para a imprensa antes de convertar com o presidente.

No entanto, o jornal diz que a história chegará ao fim com as duas partes querendo o término. Juninho deseja descansar e recuperar a vida, enquanto o clube não estava pronto para que ele continuasse por mais tempo por lá.