<
>

Eles caíram com o Corinthians em 2007 e respondem sobre 'revanche' contra o Grêmio: 'Sensação de que o mundo girou'

Em entrevista ao ESPN.com.br, Bruno Octávio e Lulinha contaram experiência do rebaixamento do Corinthians contra o Grêmio em 2007 e afirmaram se há sentimento de revanche ou não


O Corinthians encara o Grêmio neste domingo (5) com a chance de ‘se vingar’ do dia em que o Tricolor ajudou a rebaixar o time paulista pela primeira, e até agora única, vez em sua história, em 2007.

Agora, na penúltima rodada do Brasileirão, o Alvinegro tem a chance de rebaixar a equipe gaúcha matematicamente com uma combinação de resultados de forma antecipada.

Para a torcida corintiana, o sentimento de ‘revanche’ é inevitável. Presente na partida, o ex-volante Bruno Octávio lamenta ver um time grande cair, mas admite ser a vez do torcedor ter ‘a piada pronta’.

“A torcida do Corinthians tem uma memória longa, não esquecem jamais. Pelo lado profissional é triste ver um time grande cair, mas o histórico que tivemos e que ouvir e passar na época volta com força. Futebol dá muitas voltas. É a vez do corintiano ter a piada pronta. Por anos vivenciamos toda aquela experiência, confesso que dá uma sensação de que mundo girou e agora quem está por cima é o corintiano”, afirmou ao ESPN.com.br.

Também presente na partida, Lulinha também vê a torcida tendo esse sentimento. Ainda assim, acha que não vê os jogadores se motivando por isso.

” A torcida do Corinthians encara como uma revanche de 2007 com toda certeza, mas para mim não tem isso. Acho que os jogadores não vão entrar com essa sensação de revanche, mas querendo a vaga direta na Conmebol Libertadores”, disse.

O meia formado nas categorias de base ainda lembra da partida de 2007 e cita que viu torcedores de Grêmio e Internacional juntos na torcida. “Aquele jogo em 2007, a torcida do Grêmio, que não disputava mais nada, eles foram como se fosse uma final. Nunca tinha visto e acho que nunca verei de novo, torcedores do Grêmio e do Inter pulando juntos por causa da nossa situação”.

“É um jogo, para o Grêmio, difícil, complicado e do peso gigantesco que será. A gente sabe que quando cai fica uma mancha negativa. Vai ser um jogo difícil e complicado para o Grêmio. Vai pesar o lado psicológico mais do que qualquer outra coisa”, relembrou.

Para Bruno Octávio, porém, mesmo com as provocações, não há uma rivalidade entre os dois times. “Corinthians e Grêmio travaram várias finais, mas nunca foram grandes rivais. Não tinha muita zoação, o que pegou de fato foi o rebaixamento. Friamente analisando, a culpa não foi do Grêmio, a gente caiu bem antes daquele jogo”.

“Agora, nada mais justo e, desde que seja saudável, a tiração de onda, é a vez do corintiano. Eu fico bem dividido. Confesso que não tenho nenhum amor pelo Grêmio, mas tenho muito respeito. Como vivi o outro lado, eles podem fazer a reestruturação para voltar bem. Eles tem um elenco gigante, ao contrário da nossa época que a base toda era de meninos começando no profissional. Não será fácil, só ver o que passou o Cruzeiro”, apontou.

Superação para a história

Lulinha relembrou que, antes da partida, a pressão existente para evitar a queda era muito grande. O jogador, na época, era uma joia da base, recém promovida, com 18 anos de idade.

“É uma pressão psicológica muito grande porque você sabe que tem a oportunidade mudar uma história de um clube. Na minha época nunca tínhamos caído e a frustração para os torcedores e jogadores. A gente tentava manter calma, mas eu tinha só 18 anos”, ressaltou.

Ainda assim, o meia lembra que, depois daquilo, conseguiu aprender muito para a sequência da sua carreira. Além de tudo ter se transformado em uma mudança para o próprio Corinthians e sua mentalidade.

“Foram momentos que passei com 18 anos. Pode vir o que for, na questão profissional, que vou tirar de letra. Nunca é bom um rebaixamento para um clube, mas a mentalidade no Corinthians mudou e depois conquistou tudo o que conquistou”, finalizou.