Craque argentino adquiriu o imóvel em 2017. No entanto, de acordo com o El Confidencial, foi enganado e comprou o hotel com condições urbanísticas ilegals
Sete vezes vencedor da Bola de Ouro, Lionel Messi faz magia dentro de campo. Fora dele, faz fortunas. No entanto, um recenete investimento do argentino se tornou uma grande dor de cabeça.
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Isso porque, em 2017, quando ainda defendia o Barcelona, o camisa 10 desembolou 30 milhões de euros, cerca de R$ 110 milhões na época, para a compra de um hotel de luxo situado Sitges, região litorânea da província da Catalunha. No entanto, o complexo não cumpre as normativas urbanísticas locais e tem uma ordem judicial de demolição. A informação é do jornal El Confidencial.
Entenda a história
Tudo começa em 2009. Enquanto Messi voava no time comandado por Pep Guardiola e estava longe de ser enganado, o empresário Francisco Sánchez Rodríguez solicitou à Câmara Municipal de Sitges uma licença de construção para iniciar a obra de um hotel. No dia 6 de outubro do mesmo ano, a soliticação é outorgada.
Eis que surge o problema. O empresário é informado que suas obras não respeitam os limites urbanísticos, já que o homem de negócios desejava projetar varandas além dos limites da fachada do hotel.
Sem dar o braço a torcer, Sánchez Rodríguez, mesmo assim, segue com a construção e, em 2011, fornece a documentação de como as construir, acreditando que, assim, conseguiria o aval necessário.
O conselho responde que a construção não está respeitando os limites e legalidades urbanísticas e ordena a demolição de todo o prédio. Isso porque, como a construção da varanda está enraizada na construção geral do edifício, se somente elas fossem demolidas, a complexo todo estaria em risco.
Empresário dá um 'jeitinho'
Em hipótese alguma Francisco Sànchez Rodríguez pensou em demolir a obra que o custou milhões de euros. Perdendo vez após vez na Justiça, o empresário vai para a cartada final: em 2014, resolveu eliminar as grades das varandas, proibir o acesso dos hóspedes ao espaço e encher o local de plantas.
Assim, o local deixaria de ser varanda e passaria a se tornar 'elementos de projeção ornamental', não sendo mais necessária a demolição total do hotel.
Após a reforma, o hotel segue funcionando normalmente, mesmo se mantendo ilegal justicialmente. E não havia somente a irregularidade das varandas. O local não possuía aval do serviço municipal para o plano emergial de incêndio e as consequências disso poderiam culminar em uma tragédia.
Messi entra na furada
Em 5 de maio de 2017, o empresário vende o hotel de luxo por 30 milhões de euros, cerca de R$ 110 milhões na época, para ninguém mais, ninguém menos que o craque Lionel Messi.
O El Confidencial teve acesso à escritura notorial de venda. Nela, Francisco Sánchez assegura que: "não conhece que exista, ou que tenha começado e que não tenha sido iniciada qualquer abordagem de planejamento urbano que possa afetá-la, nem sabe as razões pelas quais poderia ter sido iniciada, seja administrativa ou arquivo urbano contra ela (...). E que não há procedimentos sancionatórios de causas urbanas ou procedimentos de restauração da legalidade urbana iniciados em relação a ela". No entanto, a Justiça e os jornais mostram o contrário.
Após o longo imbróglio judifical, a Câmaria Municipal Sitges já emitiu ordem de demolição do hotel. No entanto, ainda precisa ser avaliada tecnicamente as condições para que a derrubada do prédio seja iniciada e a obra não tenha riscos.
