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Ex-árbitro acusa jogadores do Santos de 'entrega' em goleada para o Corinthians em 2005

O ex-árbitro Evandro Rogério Roman, do Paraná, disse que a goleada do Corinthians sobre o Santos, em 2005, foi fruto de 'conluio'


Motivo de provocação a favor da torcida do Corinthians há 16 anos, o massacre da equipe sobre o Santos, no Pacaembu, por 7 a 1, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro de 2005, voltou a ser relembrada, mas, desta vez, em um tom de revelação.

Árbitro daquele confronto, o paranaense Evandro Rogério Roman, hoje deputado federal pelo Patriota-PR, revelou durante uma sessão da Comissão de Educação da Câmara que o técnico Nelsinho Baptista foi vítima de 'conluio' (cumplicidade para prejudicar terceiros) por parte dos atletas, que queriam derrubar o então treinador do Santos e 'entregaram' a partida ao Corinthians.

"Eu vou cometer uma inconfidência aqui. Fui árbitro da Fifa durante muitos anos, mais de 25 anos. Eu quero que os senhores busquem depois junto ao YouTube um jogo que eu arbitrei no dia 6 de novembro de 2005, um 7 a 1 que ocorreu em Corinthians x Santos", iniciou o árbitro, que prosseguiu.

"Neste jogo, dentro de campo, liderado por um dos jogadores do Santos, houve um conluio, não com todos, para derrubar o treinador que na época era o Nelsinho Baptista". O deputado não revelou o nome do atleta, mas seguiu falando sobre a fatídica goleada.

"O que eles fizeram? Eles iam perder um jogo no interior de São Paulo? Não, eles tinham que perder um jogo para o maior rival, que era o Corinthians naquele momento. Entregaram e perderam de 7 a 1. Eu vivenciei isto dentro de campo".

Relembre a goleada

No dia 6 de novembro de 2005, com três gols de Tévez, dois de Nilmar, um de Rosinei e outro de Marcelo Mattos, o Corinthians atropelou o Santos por 7 a 1, no Pacaembu. O resultado ajudou a deixar o Corinthians seis pontos à frente de Internacional e Fluminense, que perseguiam o Timão na corrida pelo título.

Ao final das 42 rodadas, a turbulenta competição, que teve dez partidas anuladas por conta do chamado 'escândalo da Máfia do Apito' envolvendo o árbitro Edílson Pereira de Carvalho, teve o Corinthians como campeão com 81 pontos.