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Douglas cita time que era várzea e relembra quando chutou o balde: 'Não jogo mais nessa m**. Estavam c**'

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Ex-meia Douglas disse que o futebol não era a prioridade para vários colegas de Al-Wasl e perdeu a cabeça após uma virada nos acréscimos


Bicampeão da Conmebol Libertadores por Corinthians e Grêmio, o ex-meia Douglas não tem boas lembranças de sua passagem pelo ‘mundo árabe’. O ex-jogador foi para o Al-Wasl, dos Emirados Árabes Unidos, em julho de 2009, mas voltou ao Brasil já em 2010 para defender o Tricolor gaúcho.

Em entrevista ao podcast Podpah, Douglas revelou o motivo de não ter ficado nos Emirados Árabes. Segundo ele, o Al-Wasl era uma ‘várzea’ e não era a prioridade de vários jogadores do elenco.

“Fiquei seis meses. Tinha contrato de quatro anos. Só que lá é uma várzea. Cada um joga no clube, mas tem uma profissão. O cara é professor, bombeiro, policial. No clube eles recebiam 5 mil, exemplo, na polícia eles recebiam 60”.

“Pra mim era bom, mas os caras estão c** e andando. Se tinha jogo com a polícia no fim de semana, e também tinha um jogo nosso fora, os caras jogavam pela polícia porque pagava mais. Uma várzea”.

Douglas também falou sobre o momento em que decidiu deixar o Al-Wasl e o futebol dos Emirados Árabes.

“Eu apelei porque a gente jogou contra o Al-Jazira, o time do Abel Braga, Ricardo Oliveira, Rafael Sobis. O bicho era bom, 25 mil dólares para cada. Ganhou o jogo, é 25 mil. Mas chega a semana do jogo, começa: ‘to com dor no joelho. Não vou’. Os caras estavam estavam c**'. Os melhores não foram pro jogo. Falei 'pronto, perdi 25 [mil]'.

“Aos 45 do segundo tempo, estava 0 a 0. Tinha um brasileiro que jogava comigo. O goleiro bateu tiro de meta, eu dei de casquinha, ele veio no facão por dentro, dominou e fez um golaço. Falei ‘caramba, 25 papeletas, coisa linda’.”

“Os caras saíram com a bola, tum, tum, 1 a 1. Saímos com a bola, os caras pressionaram, roubaram a bola e 2 a 1. Fizeram o gol e acabou o jogo. Cheguei no vestiário e chutei tudo, xinguei todo mundo. Eu não falo nada de inglês, mas os caras viram que eu estava bravo. 'Eu não jogo mais nessa m**'. Tinha dois dias de folga e eu não voltei a treinar”.

De volta ao Brasil, Douglas conquistou quase tudo que disputou. Defendendo principalmente Corinthians e Grêmio, ele foi bicampeão da Conmebol Libertadores, campeão do Mundial de Clubes e da Copa do Brasil, entre outros títulos. Em 2010, ele disputou seu único jogo pela seleção brasileira, derrota em amistoso contra a Argentina.