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Barcelona: Koeman está de 'malas prontas' para deixar o clube, e partida contra o Atlético de Madrid deve marcar despedida

Ronald Koeman está condenado a deixar o Barcelona. O discurso do treinador holandês na sala de imprensa, minutos após a catástrofe frente ao Benfica, em derrota por 3 a 0 pela Champions League, revelou um colapso absoluto, e embora os seus jogadores, Sergio Busquets e Frenkie de Jong, terem afirmado que a sua demissão "não é a solução", no entorno do clube, se pressupõe que a sua continuidade já está completamente descartada. Sua demissão é esperada, mas ela ainda não acontecerá nas próximas horas, segundo informações apuradas pela ESPN, mas posteriormente.

O Barcelona volta a campo por LaLiga no próximo sábado (2), às 16h, para confronto que promete pegar fogo contra o Atlético de Madrid, no Wanda Metropolitano. A partida terá transmissão AO VIVO pela ESPN no Star+. Ainda não é assinante? Clique aqui para mais informações.

Fontes do clube deram a entender que nenhum martelo será batido neste momento. "Não serão tomadas decisões no calor do momento" foi a mensagem conclusiva, afirmando que Joan Laporta, ao final do jogo, desceu ao vestiário para encorajar os jogadores, embora não tenha falado com Koeman, com quem, supostamente, encontrará durante a viagem de volta a Barcelona.

No Barça, os seus dirigentes, há semanas, e não são poucos, iam perdendo a confiança no treinador, que apresenta o seu trabalho pautado nos jovens jogadores e na necessidade de se adaptar a uma lenta mudança de projecto. Mas os resultados, ainda mais o que foi oferecido em campo, os vexames que vêm se repetindo na Europa, deixaram Koeman sem defesa possível. E se o 3 a 0 do Bayern resistiu ao potencial óbvio do campeão alemão, a indignação sofrida em Lisboa foi definitiva.

“Não posso dizer nada sobre o meu futuro porque não sei o que pensa o clube a este respeito. Não está nas minhas mãos e vamos ver o que acontece”, revelou o técnico, na sala de imprensa enquanto tensas vozes se multiplicaram entre as lideranças e a exigência, em voz baixa, da necessidade urgente de uma reviravolta no comando.

Ouvir Koeman deu a sensação de que o próprio treinador sabe que está na corda-bamba. E isso leva a pensar que o jogo de sábado (2), no Wanda Metropolitano, contra o Atlético de Madrid (em que, uma vez suspenso, não poderá estar no banco), será a sua despedida.

A partir daí, virá a segunda paralisação na temporada para a data Fifa e será quando se contemplará o momento decisivo para o cumprimento da sentença, agora mesmo. O vice-presidente Eduard Romeu garantiu há algumas semanas que o clube tinha condições de enfrentar, economicamente, a demissão de Koeman, mas o problema, a partir daí, seria, será, encontrar um substituto para ele. E convencê-lo, esportivamente e financeiramente, a assumir o cargo.

Laporta não quer um técnico de emergência, apenas para se livrar dos problemas até o final da temporada, e ele contrata um com futuro pela frente. E nesse cenário, obviamente, Xavi Hernández é o favorito. É para boa parte da diretoria, é, ainda mais, para a torcida e é visto como o favorito para vir ao resgate de um time afundado em todas as ordens.

Robert Martínez, técnico da Bélgica, é o outro treinador indicado como candidato, com um perfil muito diferente do antigo meio-campista e atual treinador do Al-Saad, e a partir daí, sem ter muitos nomes na mesa, há técnicos que estão na órbita do Barça.

Fala-se muito sobre Antonio Conte, Thierry Henry, Frank de Boer, Óscar García, Ten Haag, Andrea Pirlo e até Peter Bosz ... E a decisão está nas mãos de uma diretoria, Joan Laporta, que meio a ano após assumir o clube enfrenta o pior cenário esportivo que poderia imaginar.

O Barça nunca perdeu os dois primeiros jogos da fase de grupos da Liga dos Campeões. Se viu em uma situação como a atual. Desde a temporada 2000/01 o clube não é eliminado na primeira fase e esse risco é mais real hoje do que nunca.

Onde quer que seja levado, Ronald Koeman está condenado.