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Botafogo: Chay abre o jogo sobre trajetória até o sucesso no clube e revela história que quase interrompeu carreira

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Chay revela ansiedade por volta do público e brinca com paródia que viralizou: 'Imagine o Nilton Santos lotado cantando?' (1:06)

Jogador do Botafogo concedeu entrevista exclusiva ao ESPN.com.br | CLIQUE AQUI e assista ao melhor do futebol AO VIVO pela ESPN no Star+ (1:06)

O Botafogo entra em campo no próximo domingo (26), às 18h15, contra o Sampaio Corrêa, pela 25ª rodada da Série B, no Estádio Nilton Santos. O confronto maracará a volta da torcida, e um jogador em especial tem tudo para ser muito festejado pelos Alvinegros presentes.

Em entrevista ao ESPN.com.br, Chay falou sobre a ansiedade de entrar no gramado e ver de volta o torcedor - 4.999 ingressos foram liberados para a partida.

Além disso, o camisa 14, um dos principais jogadores do Glorioso na temporada, já caiu nas graças da torcida. O sucesso é tanto que uma paródia da música 'I Will Survive' foi criada em sua homenagem e viralizou na internet.

"Eu estou ansioso sim (pela volta da torcida) pelo fato de ter a oportunidade de estarem gritando meu nome. É um sonho do meu pai, da minha mãe, da minha família. É a oportunidade deles virem ao estádio também e escutarem o mesmo que eu estou escutando. Imagina o Nilton Santos lotado cantando minha música. Acho que está próximo né, embora ainda com porcentagens menores, mas já ajuda", começou por afirmar.

"Vai ser engraçado (ouvir 'Eu vi o Chay'). Vai ser engraçado e bacana. Espero não me emocionar", brincou o meia, antes de contar a reação que teve junto à família quando ouviu a canção.

"A primeira reação (com a música 'Eu vi o Chay') foi risada. Umas comparações bem loucas. Eu agradeço o carinho, mandaram bem demais. Lá em casa minha esposa morreu de rir, os amigos também. Eu não achei que fosse ficar tão sério assim, mas viralizou mesmo. Até nas transmissões os narradores brincam com a comparação de Henry, Ronaldo e Messi. Loucura".

Fut 7, volta aos campos e importância da família

Antes de brilhar no campo de 11, Chay se destacou em outro tipo de gramado, o de society. Se hoje faz sucesso no Botafogo, o camisa 14 agradece todos os momentos que viveu no futebol de 7, segundo ele, fundamentais para a carreira.

E não foi pouca coisa conquistada. Pela seleção brasileira, levantou o troféu da Copa América e da Copa do Mundo em 2018, além de ser eleito o melhor jogador da América do Sul na modalidade.

"Foi importante porque me ajudou no jogo que eu jogo hoje. Eu consigo pensar melhor o jogo, o Fut 7 me trouxe isso. Eu larguei o futebol de campo antes de pensar em jogar futebol de 7. Recebi um convite, fui jogar de brincadeira pra ajudar amigos e deu certo. As coisas foram fluindo, foram acontecendo pra mim, fui me destacando, conseguindo títulos mundiais. O ponto que me fez voltar (ao campo) foram várias conversas. Meu empresário hoje, que era meu amigo pessoal, insistia muito. Ele falava que eu tinha espaço, que eu era bola, ele acredita muito mais em mim do que eu".

"No início eu fui conciliando os dois como dava, até porque era mudança drástica financeiramente. Eu conseguia levar bem minha vida com o futebol de 7 e, se eu largasse pra jogar no campo, pela trajetória que eu tomei, ia ser muito ruim financeiramente. O ponto chave foi quando eu fechei no América. Ali realmente eu foquei em voltar a jogar só o futebol de campo, estava acreditando mais em mim, mais confiante", completou Chay, antes de destacar a importância da família e o nascimento do filho Eron.

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'Voando', Chay destaca a importância da chegada do filho para boa fase e brinca: 'Anda trajado com a roupinha do Fogão'

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"Minha família me centrou mais. Sou muito mais centrado e focado por isso. Eu tenho essa responsabilidade de estar sendo referência pra alguém e a chegada do Eron foi um sonho. Embora eu tenha meu enteado como um filho também, ele é sangue do meu sangue. A chave virou duas vezes mais. É uma alegria imensa. O treino acaba e eu quero correr pra casa. Ele é muito esperto, está desenvolvendo muito rápido, tentando engatinhar. As vezes parece que quer falar também, sorri, começou a enxergar direitinho. Então são coisas que, toda vez que eu saio de casa, eu venho trabalhar forte e volto correndo pra casa pra olhar e falar 'Tudo que você pode conquistar na sua vida depende muito de mim'. Minha família hoje é tudo pra mim", completou.

Bala perdida que quase encerrou a carreira

Em 2011, antes mesmo de entrar no fut 7 e imaginar que faria sucesso no futebol de campo, um episódio trágico quase interrompeu a carreira de Chay.

Durante férias em Araruama, na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro, o atual camisa 14 do Botafogo foi vítima de uma bala perdida. Durante três meses, ficou se recuperando e temeu nunca mais poder jogar futebol.

"Eu não estava nem no futebol de 7 ainda. Eu estava vindo da Tailândia e tinha fechado com um clube da Malásia. A minha primeira reação quando acordei e vi a marca da cirurgia foi perguntar pro médico se tinha risco de eu não voltar a jogar a futebol. Mas me tranquilizaram e falaram que eu poderia voltar a jogar normalmente".

"A (bala perdida) pegou de raspão no meu fígado e não acertou nenhum outro órgão. Então em relação a isso foi bem tranquilo. Mas o processo de volta aos gramados foi doloroso. Não estar jogando, abrir a cicatriz, e o modo que eu saí do clube da Malásia não me agradou muito. Foi um dos motivos que me fez largar o campo. Quando eu mais precisei não me ajudaram, só pensaram em me sacanear. Mas depois eu pensei bem e vi que não existem só pessoas ruins no futebol", finalizou.


Na atual temporada, Chay é um dos jogadores mais efetivos do Botafogo e um dos grandes responsáveis pela grande fase do Glorioso na Série B. Ao todo, são 22 jogos, oito gols e quatro assistências.