Jorge Jesus no Flamengo, Sampaoli em Santos e Atlético-MG, Abel Ferreira no Palmeiras, Crespo no São Paulo, Vojvoda no Fortaleza. São inúmeros casos em um passado recente, e até atualmente, que clubes brasileiros têm apostado em técnicos estrangeiros visando o sucesso no país e no continente.
Em entrevista ao programa 'Resenha de Primeira', no YouTube, o técnico Celso Roth, que teve passagens por gigantes brasileiros, falou sobre o sucesso de alguns treinadores estrangeiros no país.
Ex-Botafogo, Flamengo, Vasco da Gama, Palmeiras, Santos, Grêmio, Internacional, Atlético-MG e Cruzeiro, Roth falou sobre Jorge Jesus, analisou o trabalho e Sampaoli e apontou o único técnico que enxerga fazer 'coisas novas' no futebol.
"Não tenho nada contra o treinador estrangeiro, acho que têm que vir para acrescentar e ajudar. Alguns deram certo, quem deu certo completamente foi o (Jorge) Jesus, que tem problemas sérios de comunicação e resultado no próprio país. Não tenho nada contra os estrangeiros. Mas o (Jorge) Sampaoli trabalhou no Santos e no Atlético-MG, foi ganhar o Campeonato Mineiro em cima de time do interior. Todos os treinadores são bem-vindos desde que tragam coisas novas. Só quem tem feito coisas novas no futebol é o Bielsa".
Sobre o rótulo de 'retranqueiro', Celso Roth rechaçou o estereótipo e citou dois momentos de sua carreira que fizeram com que sua imagem fosse atrelada ao chavão.
"Sobre o rótulo (de retranqueiro), a mídia de uma forma em geral gosta desse tipo de coisa. Tanto para o bem quanto para o mal. No meu caso foram dois momentos. Meu início no Internacional em 97, quando tive que montar o Inter que foi campeão gaúcho em cima do Grêmio. Passei quatro ou cinco meses monossilábico, o que causou um problema com a mídia do Rio Grande do Sul e acabou indo comigo para o restante dos meus trabalhos", começou por afirmar.
"E a situação do Palmeiras em 2001, em um dos programas que fui eu disse que um time tem que ser equilibrado em todos os setores, mas começa a ser montado pela defesa, porque defender é mais fácil que ser criativo, encontrar espaços onde a maioria dos jogadores não enxergam. Arrumando bem defensivamente fica mais fácil depois fazer o time jogar futebol e ter confiança em si mesmo. A partir de então levaram essa declaração como defensivista e passei a ter esse rótulo. Não sou, nunca fui nem é da minha metodologia ser defensivista. Mas o treinador tem que fazer o trabalho de acordo com o plantel que tem. Não sou um treinador retranqueiro, prefiro um time equilibrado", finalizou.
