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Chefão de LaLiga diz que Barcelona poderia ter evitado ida de Messi ao PSG: 'Não foi por dinheiro'

A saída de Lionel Messi do Barcelona para o PSG ainda causa estranhesa e tem razões nebulosas para boa parte dos fãs do futebol.

Em entrevista ao diário Sport, da Espanha, Javier Tebas, presidente de LaLiga, revelou que não foi por questões econômicas que o craque deixou a Catalunha e que o Barcelona poderia ter evitado a situação.

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"Discuti isso com Laporta pessoalmente, por telefone e com demais diretores do clube. Buscavam-se soluções, se o motivo fosse econômico. Se foi por outro motivo, não posso mais avaliar. Acho que na próxima temporada, com os números que o Barça apresentar, veremos se Messi poderia mesmo ter ficado ou não. E embora eu respeite a decisão do clube, você tem que contar as coisas como elas são. Não foi uma decisão econômica. Isso posso afirmar com segurança".

Na época da saída de Messi do Barcelona, o clube informou que obstáculos econômicos impediram a renovação de contrato, que terminou no último dia 30 de junho. Os culés disseram na época que precisariam reduzir a folha salarial, que representava 110% das receitas do clube, para não ultrapassar o limite do Fair Play Financeiro de LaLiga.

"Infelizmente temos uma instituição com 122 anos de história, que está acima de tudo, de todos os jogadores, inclusive do melhor jogador do mundo, do presidente. Ele nos deu tanta coisa, estaremos agradecidos eternamente. Os motivos pelos quais não pudemos e decidimos (não renovar) foram as razões econômicas muito claras, em que se encontram a entidade", disse Joan Laporta, presidente do clube, ainda em agosto.

O que poderia 'salvar' a presença de Messi no Barcelona pelos próximos anos seria o capital injetado pela CVC Capital Partners. O fundo comprou 11% de LaLiga por mais de R$ 16,1 bilhões. Caso aceitasse fazer parte do acordo, o Barcelona teria embolsado 270 milhões de euros, cerca de R$ 1,6 blhão, o que seria uma salvação para a crise econômica do clube.

No entanto, o Barcelona entendeu que o negócio implicaria em riscos que o clube não teria condições de assumir naquele momento e nem em um futuro próximo. Para Tebas, os catalães chegaram a aceitar o acordo com a CVC, mas deram para trás nos últimos dias.

"Se Laporta apertou a mão de Messi, foi porque durante um mês ele aceitou a oferta da CVC. Ele estava a mais de um mês a favor. É por isso que ele disse que as coisas estavam indo bem. Ele até me ligou duas vezes para acelerar a operação do CVC porque Messi estava ficando nervoso".

"Eu suportei a pressão inicial, mas já disse em alguns tuites que não era verdade. Pelo contrário, o projeto CVC é um projeto global para todos os clubes LaLiga e beneficiou o Barcelona, ​​não só ao nível da dívida mas também ao nível da massa salarial, numa perspetiva de médio prazo", disse o mandatário de LaLiga.

Por fim, para Tebas, o 'não' do Barcelona ao fundo tem ligação direta com o acordo do clube com o Real Madrid pela organização da Superliga, do qual a Juventus ainda faz parte. Apesar da negativa dos dois gigantes, o dirigente ainda pensa em um futuro acerto

"Nós queremos. Seria o melhor para o futebol espanhol, embora o Real Madrid tenha sido contra quase tudo. Vamos crescer apesar do Real Madrid", finalizou.