A janela de transferências europeia mais 'maluca' da história fechou no último dia 31 de agosto e, com ela, milhões e milhões gastos pelos principais clubes do continente para reforçarem seus elencos. No 'Big 5', a Premier League chama atenção pelos altos investimentos que a colocam no topo financeiro dos negócios.
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Em um estudo feito pela Football Benchmark, plataforma especializada em negócios do futebol, os clubes da liga inglesa investem de uma maneira mais rentável. Isto é, gastam menos percentualmente em relação ao faturamento e, por isso, se tornam cada vez mais ricos.
Das últimas cinco contratações mais caras da Europa entre 2020 e 2021, todas foram feitas por clubes da Premier League. Jack Grealish, que custou 118 milhões de euros ao Manchester City, representa "apenas" 21% do faturamento do clube inglês.
E vai além: em meio à realidade pandêmica, das contratações feitas pelos clubes ingleses no período, os investimentos ficam na faixa dos 20% em relação às receitas.
Em comparação com as movimentações mais caras entre 2010 e 2019, os gastos dos clubes europeus, em uma média feita entre valores desembolsados e faturamento obtido, ficam na casa dos 23%, mostrando que, mesmo em um cenário adverso, equipes da Premier League mantém um maior equilíbrio e poder financeiro.
Em comparação a João Félix, última contratação mais cara da Europa sem ser por um clube inglês, a realidade fica bem representada. O Atlético de Madrid desembolsou 127 milhões de euros, nove milhões a mais que o City por Grealish. O valor correspondia a 34% da receita do clube no ano de 2019.
Veja abaixo o comparativo entre gastos e % da receita das 5 últimas maiores contratações anuais:
2021 - Jack Grealish (Manchester City) - 118 milhões de euros - 21%
2020 - Kai Havertz (Chelsea) - 80 milhões de euros - 17%
2019 - João Félix (Atlético de Madrid) - 127 milhões de euros - 34%
2018 - Cristiano Ronaldo (Juventus) - 117 milhões de euros - 29%
2017 - Neymar (Paris Saint-Germain) - 222 milhões de euros - 44%
Última janela com clubes da Premier League no topo
Na última janela de transferências da Europa, das 10 contratações mais caras, sete foram encabeçadas por clubes da liga inglesa. Com acordos bem estruturados e uma excelente estratégia comercial, o bloco de equipes da Premier League conseguiu 'sobreviver' bem à pandemia e ao novo ecossistema do futebol.
Em relação à Europa, dos 24 clubes que gastaram mais de 50 milhões de euros (R$ 306 milhões) na janela, a metade (12) vem da Premier League.
Os investimentos não ficam somente com os gigantes da Terra da Rainha. Por exemplo, o Norwich, clube recém-promovido da Championship, investiu mais que três dos quatro campeões das outras grandes ligas europeis (Lille, Bayern de Munique, Atlético de Madrid e Inter de Milão).
Os Canários gastaram "apenas" 10 milhões de euros (R$ 61,2 milhões) a menos que o vencedor de LaLiga.
